segunda-feira, 5 de julho de 2010

Funchal Jazz


11º FUNCHAL JAZZ
8 | 9 | 10 de Julho 2010
Parque de Santa Catarina (Funchal)

Prosseguindo o objectivo de realizar no Funchal um evento que se distinga pela qualidade e singularidade e continuando a pugnar pela divulgação deste género musical nas suas diversas vertentes, tentando envolver todos e sobretudo apelar a um público mais jovem, o Funchal Jazz volta em força, trazendo os nomes que vão fazendo a História do Jazz na cena internacional: Kenny Barron, David Sanchez, Al Di Meola, Esperanza Spalding são alguns dos músicos de indiscutível qualidade que vão estar presentes no palco instalado no Parque de Santa Catarina, nos dias 8, 9 e 10 de Julho de 2010.

Para manter a tradição de abrir o Festival em português, este ano convidamos três talentos do jazz nacional: MARIA JOÃO, MARIA VIANA e MARIA ANADON, juntas num projecto único e pioneiro que celebra o jazz e a voz através do ensemble VOZES 3, tendo como objectivo interpretar temas originais e clássicos do Jazz e do cancioneiro americano.

Logo a seguir será a vez do TRIO DE KENNY BARRON, acompanhado pelo convidado DAVID SANCHEZ subir ao palco. Estes são dois nomes que dispensam apresentações.

Enquanto fazia a sua aprendizagem ao lado de músicos como Stan Getz e Miles Davis, Kenny Barron foi construindo um estilo singular que o transformou num dos expoentes máximos do mainstream moderno. Hoje em dia, para além de ser um professor respeitado, continua a criar música de excepcional qualidade e a deslumbrar públicos de todo o mundo com o seu invulgar talento como pianista.

David Sanchez é um dos mais completos saxofonistas da cena contemporânea, vencedor do Grammy latino para o melhor álbum instrumental de 2005, continua a surpreender com um extraordinário virtuosismo e criatividade. A sua música fortemente inspirada em Miles Davis e John Coltrane, entrelaça diferentes ritmos e sons com originalidade e ousadia.

Na 6ª feira, dia 9 de Julho, o Funchal Jazz acolhe a cantora JANE DUBOC, que vai por certo encantar todos com a sua voz suave e marcante.

Estamos seguros que AL DI MEOLA World Sinfonia vai marcar indelevelmente esta 11ª edição do Funchal Jazz Festival. Detentor dos mais prestigiados prémios atribuídos a um guitarrista, Al Di Meola começou a ser conhecido em 1974, quando integrou a famosa banda de Chick Corea Return To Forever, imediatamente antes de lançar o seu primeiro álbum a solo Land of the Midnight Sun. Uma abordagem musical eclética e uma técnica inimitável, transformaram Meola num dos mais populares e bem sucedidos guitarristas da actualidade.

A última noite do Funchal Jazz vai abrir com o COLINA SERRANO PROJECT que reúne os talentos do harmonicista António Serrano e do contrabaixista Javier Colina e inclui composições originais e arranjos de peças de autores como Paco de Lucia ou Jaco Pastorius, num repertório rico de emoções, marcado pela versatilidade destes dois intérpretes.

A contrabaixista, vocalista e compositora ESPERANZA SPALDING é a última convidada do Funchal JAZZ neste ano de 2010. Apesar de ser uma jovem, Esperanza conta já com um percurso repleto de êxitos. Com um talento para a música que se revelou na infância, Esperanza frequentou a Berklee College of Music e tornou-se a mais jovem professora a leccionar nessa prestigiada escola. Com um talento inquestionável, conquistou a admiração de Pat Metheny e Joe Lovano e prepara-se agora para conquistar o auditório do Funchal Jazz.

Assim, não faltam motivos de peso para assistir ao próximo Funchal Jazz Festival e por isso esperamos que, como habitualmente, os madeirenses respondam ao convite e se juntem à grande festa do Jazz, que nos próximos dias 8, 9 e 10 de Julho voltará ao aprazível recinto do Parque de Santa Catarina.

Programa

8 de Julho, 21.30h


Vozes 3

Maria João – Voz
Maria Viana – Voz
Maria Anadon – Voz
Joan Monne – Piano
João Farinha – Piano
Victor Zamora – Piano
Nelson Cascais – Contrabaixo
Marcelo Araújo – Bateria

Maria João, Maria Viana e Maria Anadon, três vozes distintas e que dispensam apresentações encontram-se pela primeira vez em palco num projecto único e pioneiro que promete uma verdadeira celebração do Jazz e da voz e que surge num período de ouro e maturidade deste género musical em Portugal.

Unidas pela paixão de criar música de forma livre e constante, Maria João, Maria Viana e Maria Anadon juntam os seus talentos artísticos no ensemble VOZES 3 com o objectivo de interpretar temas originais e clássicos do Jazz e do cancioneiro norte-americano.



Kenny Barron Trio + David Sanchez

Kenny Barron – piano;
Kiyoshi Kitagawa – contrabaixo;
Johnathan Blake – bateria
David Sanchez - tenor sax

Kenneth Barron nasceu em Filadélfia, em 1943. Estudou piano com a irmã de Ray Bryant e progrediu de forma tão rápida que em 1957 já trabalhava profissionalmente com a Orquestra de Mel Melvin, uma banda local, na qual também participava o seu irmão Bill Barron.

Em 1959 Kenny colaborou com o baterista Philly Joe Jones e no ano seguinte juntou-se a Yusef Lateef. Foi ainda em 1960 que se mudou para Nova Iorque e conseguiu ser contratado por James Moody. Também acompanhou, durante algum tempo, Roy Haines e em 1963 integrou a banda de Dizzy Gillespie, substituindo Lalo Schiffrin. Kenny acompanhou Dizzy até 1966, tendo passado os anos seguintes em Nova Iorque, como freelancer.

No início dos anos 70, Kenny juntou-se novamente a Yussef Lateef e trabalhou com Milt Jackson, Jimmy Heath e Buddy Rich. 1973 foi um ano muito importante para a carreira de Kenny Barron, uma vez que gravou o seu primeiro disco (Sunset to Dawn) e foi admitido como professor de piano, harmonia e teoria musical na Rutgers University.

Entre 1976 e 1980 Kenny colaborou com Ron Carter e no ano seguinte nasceu “Sphere” – um quarteto inicialmente dedicado à interpretação da música de Thelonious Monk.

No início da década de 80 Kenny também gravou alguns álbuns, em trio, tais como Green Chimneys ou Scratch. Colaborou ainda com o vibrafonista Bobby Hutcherson.

O famoso álbum Voyage foi gravado em 1986 com Stan Getz e no ano seguinte percorreram os EUA e a Europa, em tournée, formando o Quarteto All Stars do qual também faziam parte Victor Lewis e Rufus Reid. A música deste grupo ficou registada em dois álbuns classificados como os melhores alguma vez gravados por Getz: Anniversary e Serenity. Mais tarde, em 1990, Getz e Barron voltaram a gravar juntos (Apasionado) e em 1991 actuaram durante duas noites consecutivas no Café Montmartre, em Copenhaga, momentos que ficaram registados com o título People Time e são o testemunho de uma parceria musical verdadeiramente notável.

Com o seu estilo criativo, articulado e distinto, Kenny Barron é um dos expoentes do Jazz contemporâneo. Na companhia de Ray Drummond no baixo e Ben Riley na bateria, Barron actuou em festivais, concertos e clubes de jazz um pouco por toda a Europa, EUA e Japão. Também participou em diversos filmes como Do the right thing de Spyke Lee e contribuiu com o seu talento para inúmeras gravações dos mais diversos artistas. Muitos dos jovens talentos do piano jazz como Danilo Perez, Rodney Kendrick, Benny Green, Cyrus Chestnut ou Eric Reed, nomeiam Kenny Barron como a principal referência nas suas carreiras.

David Sanchez

David Sanchez nasceu em Guaynabo, Porto Rico e começou a aprendizagem musical com instrumentos de percussão, aos 8 anos de idade, tendo escolhido o saxofone tenor apenas quatro anos mais tarde. Enquanto frequentava a prestigiada La Escuela Libre de Musica em San Juan, estudou também saxofones soprano e alto bem como flauta e clarinete. Os ritmos de Porto Rico, em conjunto com as tradições musicais de Cuba e do Brasil, estiveram na base do seu gosto precoce pela música. Mais tarde, Sonny Rollins, Dexter Gordon, John Coltrane e Charlie Parker tiveram grande influência na definição do estilo de Sanchez.

Em 1986 Sanchez inscreveu-se na Universidade de Porto Rico, mas o apelo de Nova Iorque foi irresistível e em 1988 candidatou-se a uma bolsa na Rutgers University o que lhe permitiu ficar próximo da frenética cena jazzistica nova iorquina, na qual rapidamente se integrou. Aqui, algumas das suas primeiras experiências musicais aconteceram ao lado de nomes como o pianista Eddie Palmieri ou o trompetista Claudio Roditi que o apresentou a Dizzy Gillespie, tendo Sanchez sido convidado por este para se juntar à tournée “Live the Future”, realizada em 1991, com Miriam Makeba.

A paixão de David Sanchez pelo ensino e pela partilha da sua arte tem-no levado a dirigir workshops e cursos de Jazz um pouco por todo o lado e a colaborar com prestigiadas universidades não só americanas como em Porto Rico ou no Brasil. Foi também artista convidado do Marsalis Jams, um programa da responsabilidade da Music Education Initiative.

Em 2004 gravou o disco Coral com arranjos e orquestração de Carlos Franzetti com a City of Prague Philharmonic que lhe valeu atribuição de um primeiro Grammy (Grammy Latino para o melhor álbum instrumental de 2005), após quatro anteriores nomeações. Neste trabalho explora obras compostas por génios da música latino americana como António Carlos Jobim, Alberto Ginastera ou Heitor Villa-Lobos e em dois temas originais experimenta a justaposição da estrutura clássica com a improvisação do jazz, expandindo as fronteiras da fusão de uma forma muito ambiciosa.

Em 2008 foi editado Cultural Survival, um trabalho artisticamente muito mais progressista e marcado pela colaboração com Pat Metheny, numa digressão em que Sanchez actuou como convidado especial.

David Sanchez é um dos mais completos saxofonistas da cena contemporânea, com um estilo brilhante e ousado que entrelaça, com originalidade, diferentes sons e ritmos.

Kenny Barron Trio - Jazz Baltica 2007


9 de Julho, 21.30h


Jane Duboc

Jane Duboc – Voz
Kiko Continentino – Piano
Jefferson Lescowich – Baixo Acústico
Márcio Bahia- Bateria

Jane Duboc vai encantar os portugueses com a sua voz suave e marcante, com todo o balanço do samba e a elegância da bossa nova. Neste concerto vai apresentar arranjos inovadores acompanhada por Kiko Continetino no piano, Jefferson Lescowich no baixo acústico e pelo baterista Márcio Bahia.

Nasceu em Belém do Pará e aos treze anos já participava em espectáculos na televisão e em festivais. Paralelamente, era uma desportista de mérito consagrado por muitos prémios e medalhas.

Com apenas dezassete anos foi viver para os EUA, graças a uma bolsa de estudos que lhe foi atribuída. Aí, para além de actuar como cantora, compositora e instrumentista, em bares e clubes, Jane Duboc trabalhou em publicidade tendo recebido vários prémios nessa área. Na universidade, estudou orquestração, canto lírico, flauta e arte dramática, e chegou a leccionar História da Música.

Voltou ao Brasil na década de 70, formou o "Grupo Fein" e viu uma das suas composições proibidas pela censura. Trabalhou com Raul Seixas e Erlon Chaves, fez tournées acompanhando Egberto Gismonti, com quem também gravou. Integrou a "Rio Jazz Orquestra" de Marcus Spillman cantando temas de Duke Ellington.

Nos anos 80 Duboc participou do festival "MPB 80" e gravou vários CDs. Estão contabilizados mais de cem registos contando com a participação de Jane. Discos de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Hermeto Pascoal, Roberto Sion, Sarah Vaughan.

O sucesso e o reconhecimento nacional vieram em 1987 e o ano seguinte ficou marcado pela edição de "Minas em Mim", uma homenagem aos compositores e ao público mineiros. Outro grande momento na carreira de Jane Duboc foi ter gravado o CD "Paraíso" com o saxofonista Gerry Mulligan.

Para comemorar 30 anos de carreira Jane Duboc publicou na editora que fundou, a JAM Music, o CD "Sweet Lady Jane" gravado em Nova Iorque com produção de Ivan Lins, que recebeu grandes elogios da crítica e relançou em CD o seu primeiro LP solo: "Languidez" que reúne músicos importantes como Djavan, Toninho Horta, Oswaldo Montenegro, Márcio Montarroyos, Sivuca e outros. Em Outubro de 2003, Jane Duboc recebeu um convite especial do premiado maestro Marcelo Ramos, regente titular da Orquestra Sinfónica de Minas Gerais, para realizar um espectáculo em homenagem ao compositor mineiro Ary Barroso.

No mesmo ano a "EMI Music South East Asia" incluiu Jane Duboc na colectânea "Pink - Champagne", ao lado de grandes cantoras mundiais como Ella Fitzgerald, Billie Holliday, Sarah Vaughan, Liza Minnelli, Edith Piaf, Nina Simone, Judy Garland e outras.

Em Março de 2005 Jane Duboc foi convidada para, junto com Wagner Tiso e Victor Biglione, cantar no Festival de Música Latina, na Finlândia.
Um outro lado pouco conhecido de Jane Duboc é o de escritora. Ela é autora dos livros: "Através de Paredes" (poemas), "Jeguelhinho" e "Bia e Buze" (infantis).

Jane Duboc - Folha Morta



Al Di Meola World Sinfonia

Al Di Meola – Guitarras
Fausto Beccalossi – Acordeão
Gumbi Ortiz – Percussão
Kevin Seddiki – 2ª Guitarra
Peter Kaszas – Bateria
Victor Miranda – Baixo

Al Di Meola é um compositor prolífico, detentor dos mais prestigiados prémios de guitarra e um artista respeitado a nível mundial como um dos mais virtuosos músicos no campo do jazz instrumental contemporâneo.

A sua produtividade criativa é impressionante, quer seja com a sua actual banda World Sinfonia, quer nas associações com outros músicos como John McLaughlin e Paco de Lucia (um trio de superestrelas internacionalmente aclamado), Stanley Clark e Jean Luc Ponty (Rite of Strings) ou a superbanda Return to Forever com Chick Corea, Stanley Clark e Lenny White.

Pioneiro na fusão do jazz com a world music, já visível nos seus primeiros registos Land of Midnight Sun (1976), Elegant Gypsy (1977) e Casino (1978), o mestre da guitarra continua a reflectir as ricas influências do flamenco, da música brasileira e africana em trabalhos mais recentes como The Infinite Desire (1998), The Grand Passion (2000) Consequence of Chaos (2006) e La Melodia, Live in Milano (2008).

Depois da triunfante digressão comemorativa dos 25 anos de carreira, que deu origem ao CD Returns, começou a ensaiar músicas novas com a New World Sinfonia, preparando uma tournée que percorreu os EUA, a Europa e o Médio Oriente. Classifica os músicos que o acompanham actualmente como o melhor grupo com o qual já trabalhou. O fascínio de Al Di Meola pelos ritmos complexos combinado com melodias provocadoramente líricas e uma harmonia sofisticada tem estado no centro da sua música ao longo de toda a carreira.

Nos últimos 20 anos prestou especial atenção ao tango do compositor argentino Astor Piazzolla de quem se tornou amigo e a cujas composições já dedicou alguns álbuns.

Nasceu numa família de origem italiana, em New Jersey, em Julho de 1954. Na adolescência conviveu com a música de Elvis Presley, The Ventures e The Beatles o que levou ao seu interesse pela guitarra da qual desde cedo se tornou um brilhante intérprete. Este talento natural foi desenvolvido à custa de muito trabalho e dedicação.

Em 1971 Di Meola inscreveu-se na Berklee College of Music, em Bóston, e no segundo semestre começou a tocar num quarteto de fusão liderado por Barry Miles. Uma gravação do trabalho desta banda chegou ao conhecimento de Chick Corea e, aos 19 anos, Meola foi convidado para substituir Bill Connors. Depois de um fim-de-semana de ensaios com Corea, Stanley Clarke e Lenny White, Di Meola estreou-se no Carnegie Hall, lançando oficialmente a sua carreira. Depois de gravarem três discos considerados fundamentais e de ganharem um Grammy (1975), a banda Return To Forever separou-se e Al começou a sua carreira a solo. Land of Midnight Sun, o CD de estreia consagrou Di Meola como uma força na música contemporânea.

1980 ficou assinalado pelo triunfo do trio de guitarra acústica Meola/ Paco de Lucia/ John McLaughlin, com o álbum Friday Night in San Francisco a constituir um marco histórico e um recorde de vendas.

Logo no início de 1996 Meola formou um novo trio com Jean Luc Ponty e Stanley Clark chamado The Rite of Strings. Mais tarde gravou também com Pavarotti, Paul Simon e Dave Matthews, Manuel Barrueco e Yutaba Kobayashi. Phil Collins, Carlos Santana, Wayne Shorter, Herbie Hancock, Milton Nascimento e Egberto Gismonti também partilharam palcos com Al Di Meola.

Actualmente Di Meola encontra-se focado no projecto New World Sinfonia que, segundo as suas palavras, se transformou numa coisa realmente bela e a mais compensadora da sua carreira. Um tipo de música harmoniosamente rica, onde há um importante lugar para o improviso, uma musica que considera emocional e chega mais longe do que tudo que fez até agora.

Claramente ainda há muitos capítulos a escrever na história de Di Meola mas, até agora, ao longo de 35 anos como músico profissional, ele já conquistou um rico legado que lhe assegura um lugar na galeria dos mestres da guitarra.

Al di Meola


10 de Julho, 21.30h


Colina Serrano Project

Javier Colina – Contrabaixo
Antonio Serrano – Harmónica
Guillermo McGuill – Bateria
Mariano Diaz – Piano

Um projecto que reúne os talentos do harmonicista António Serrano e do contrabaixista Javier Colina, inclui composições originais e arranjos de peças de autores como Paco de Lucia, Stevie Wonder e Jaco Pastorius. O protagonismo da melodia e o ecletismo musical, com a presença do jazz, tango, flamenco e ritmos latino-americanos, são os elementos característicos do Colina Serrano Project.

A inquietação musical de Colina leva-o a gerar novas propostas, muitas vezes fruto dos múltiplos encontros com diferentes músicos da cena nacional e internacional. A sua reunião com o extraordinário harmonicista António Serrano explora esta dinâmica e a química e ligação que existem entre os dois artistas. Acompanhados pelos músicos habituais de Colina, compõem um quarteto que nos transporta numa viagem por sonoridades surpreendentes e fusões rítmicas que conjugam o jazz com ritmos latino americanos.

Definitivamente Colina Serrano Project oferece-nos uma engrenagem musical perfeitamente oleada que se move dentro duma concepção jazzística livre e ecléctica mas ao mesmo tempo tremendamente sedutora para qualquer tipo de público, esteja ou não familiarizado com os sons e as texturas do jazz.

JAVIER COLINA

Nasceu em Pamplona, em 1960 e começou a ter notoriedade no início dos anos 90, em concertos e gravações no denominado jazz flamenco. Com Chano Dominguez e Guillermo Mc Guill, formou um trio que participou em festivais de jazz por todo o mundo e no filme de Fernando Trueba – Calle 54. Ao longo da sua carreira teve oportunidade de partilhar o palco com músicos como Hank Jones, Gary Bartz, Perico Sambeat, Tete Montoliu e Bebo Valdes com quem gravou o disco Lágrimas Negras que obteve grande projecção internacional.
De destacar ainda os encontros musicais com Toumani Diabaté (com quem gravou Djelika) e com Juan Perro (Raíces al viento). Uma das digressões de que Colina mais se orgulha foi a que realizou com a Fort Apache Band, liderada pelo trompetista Jerry Gonzalez. Juntos conseguiram uma combinação perfeita entre jazz e música latina.

ANTONIO SERRANO

Nasceu em Madrid, em 1974 e iniciou os estudos musicais com o pai aos 7 anos. Mais tarde dedicou-se ao piano, violino e percussão, nos Conservatórios de Alicante e Madrid, obtendo sempre excelentes classificações.
Aperfeiçoou os estudos de harmónica em Londres, com o conceituado Larry Addler. Sendo um virtuoso da harmónica, experimentou diferentes contextos musicais, desde a música clássica ao jazz, flamenco, tango e também pop. Ao longo da sua carreira como solista teve oportunidade de tocar com as Orquestras Sinfónicas da Bélgica, Istambul, Heidelberg e Caracas.
António Serrano integrou o grupo de Paco de Lucia e, na área do jazz, colaborou com Toots Thielemans, Winton Marsalis, Ivan Lins, Chano Dominguez, entre muitos outros.

A discografia de António Serrano, como líder, conta com 6 discos, incluindo uma homenagem a Astor Piazzolla.

Javier Colina e Antonio Serrano - Madrid 2009



Esperanza Spalding

Esperanza Spalding- voz e contrabaixo
Leonardo Genovese- piano
Ricardo Vogt - guitarra
Dana Hawkins- bateria

Contrabaixista, vocalista e compositora, dotada de um talento instrumental surpreendente, poliglota, dona de uma voz em parte angelical, em parte de sereia, Esperanza é muito provavelmente a esperança para o futuro do jazz e da música instrumental.

Nasceu em 1984, em Portland (Oregon) numa família mono parental e num bairro multicultural, em circunstancias economicamente adversas. Cedo aprendeu com a mãe, que até hoje admira profundamente, lições de perseverança e carácter. A escola também foi um meio hostil para Esperanza, uma vez que o seu estilo de aprendizagem, baseado na intuição, não se coadunava da melhor forma com o sistema de educação tradicional. Além disso viu-se impedida de frequentar normalmente a escola devido a uma doença que a reteve em casa por longos períodos.

De qualquer modo a única coisa que sempre fez sentido para Esperanza foi a música. Aos quatro anos, depois de assistir a uma actuação de Yo Yo Ma soube que a música era a sua vida e em pouco tempo aprendeu a tocar violino suficientemente bem para ser convidada a participar na Sociedade de Música de Câmara do Oregon. Ficou lá durante dez anos e aos quinze já ocupava o lugar de concertino. Por essa altura já tinha descoberto o contrabaixo e todas as possibilidades que este instrumento poderia abrir-lhe, fora da música clássica e de repente já estava no circuito local dos bares a tocar blues, funk e hip hop.

Aos 16 anos Spalding abandonou a escola secundária de vez e inscreveu-se na Universidade de Portland, sendo a contrabaixista mais jovem do curso, mas foi na Berklee College of Music que todas as peças do puzzle finalmente encaixaram e as portas começaram a abrir-se. Depois de três anos de estudo intensivo e com apenas 20 anos Esperanza Spalding tornou-se a mais jovem professora assistente na história da instituição. Nesse mesmo ano de 2005 é-lhe atribuída a prestigiada bolsa da Boston Jazz Society

Para além do estudo e do ensino, os anos em Berklee abriram novos horizontes. A mudança para a costa leste proporcionou a Esperanza a oportunidade de trabalhar com artistas como Michel Camilo, Stanley Clark, Pat Metheny, Donald Harrison ou Joe Lovano.

O mais recente capítulo da viagem de Spalding teve início com o lançamento do seu álbum de estreia – Esperanza - um disco muito aplaudido que a catapultou para as capas das principais revistas da especialidade e tem levado a percorrer a Europa, deslumbrando os públicos com o seu talento excepcional.

Esperanza Spalding no David Letterman

1 comentário:

Mai disse...

Ricardo,

bom dia!

Não sei bem como encontrei o teu blog, mas estou aqui desde as 9:30a oivir o melhor jazz e lendo um mundo de informação sobre música, boa música.

Linkei seu blog ao meu e voltarei sempre.

Imenso prazer tê-lo encontrado