segunda-feira, 19 de maio de 2008

Matosinhos em Jazz - Destaque da Semana


Esta semana decorre no Auditório da Exponor a 11ª edição do festival “Matosinhos em Jazz”, onde vão desfilar importantes músicos do panorama jazzístico nacional e "importado". Entre os lusos destacam-se a Orquestra Jazz de Matosinhos (a jogar em casa) acompanhada pelo pianista norte-americano Jim McNeely, e ainda a cantora Maria João, acompanhada por Mário Delgado e Alexandre Frazão, entre outros. No que respeita aos convidados estrangeiros sublinho três virtuosos nos seus (alguns invulgares no jazz...)instrumentos, verdadeiramente imperdíveis: o acordeonista francês Richard Galliano, o saxofonista e clarinetista cubano Paquito d’Rivera e o bandolinista brasileiro Hamilton de Holanda. Dia 23 vai passar também pelo auditório da Exponor o quarteto do pianista canadiano Renée Rosnes.
Um cartaz recheado de excelentes razões para visitar a Exponor…

Agenda Jazz de 19 a 25 de Maio


2ª feira 19 de Maio
21.30h – Teatro Lethes (Faro) – Orquestra Jazz de Lagos

3ª feira 20 de Maio
22.00h – Theatro Circo (Braga) - Jacinta (Tributo a José Afonso)
22.30h – Ondajazz (Lisboa) – Big Band Reunion

4ª feira 21 de Maio
21.30h – Jazz ao Norte (Porto) – Small Trio
21.45h – Paços da Cultura (São João da Madeira) – Carlos Barretto In Loko
22.30h – Ondajazz (Lisboa) - Triângulo
23.00h – Hot Club (Lisboa) – Nelson Cascais Quinteto
23.00h – Hot Five (Porto) – Sandro Norton Trio

5ª feira 22 e Maio
21.30h - Exponor (Matosinhos) - Richard Galliano Tangaria Quartet e Orquestra Jazz de Matosinhos & Jim McNeely
22.45h – Cafetaria Quadrante CCB (Lisboa) - Interlúnio
23.00h – Hot Club (Lisboa) - Nelson Cascais Quinteto
23.00h – Hot Five (Porto) – Sandro Norton Trio
23.00h – Ondajazz (Lisboa) – Joana Machado

6ª feira 23 de Maio
21.30h – Auditório de Espinho – Jacinta (Tributo a José Afonso)
21.30h - Exponor (Matosinhos) - Renee Rosnes Quartet e Maria João
23.00h – Hot Club (Lisboa) – Singularity Trio (Alípio C. Neto)
23.00h – Santiago Alquimista (Lisboa) - Nicole Eitner + Michel de Roubaix
23.00h – HotFive (Porto) – Quarteto Carlos Mendes
23.30h – Centro Cultural Vila Flor (Guimarães) – Sexteto Living Thing
23.30h – Ondajazz (Lisboa) – Nelson Cascais Quinteto

Sáb 24 de Maio
23.00h - Hot Club (Lisboa) – Singularity Trio
23.00h – Bejazz (Barreiro) – Quinteto de Jazz (Hugo Alves, José Menezes, Júlio Resende, João Custódio e Jorge Moniz)
21.30h - Exponor (Matosinhos) - Hamilton de Holanda Quinteto e Paquito de Rivera Quartet

Dom 25 de Maio
17.00h – Jardins Torre de Belém – Tora Tora Big Band

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Jazz na Fábrica Braço de Prata


Num local espantoso onde a cultura sempre acontece, pode ver e ouvir bom jazz esta semana no Poço do Bispo:

5ª feira - 15 de Maio

24H00 – Sala Nietzsche
Jazz – Jam Session
Luís Desirat (bateria) + Rodrigo Pinheiro (piano)

6ª feira - 16 de Maio

22H – Sala Nietzsche
Nicole Eitner
A meio caminho entre o jazz e sonoridades mais pop, Nicole apresenta «Vampires». Uma voz imponente, lânguida e invulgar. Próxima de Kate Bush ou Liz Frazer, Nicole Eitner compôs, interpretou e produziu as dez canções que compõem este álbum. E gravou duas versões: «You spin me round», dos Dead or Alive e «Love is a better world», original dos Rainbirds.
Nicole Eitner - voz, piano
Viviena Tupikova - violino, voz, piano
Manu Teixeira - percussão
Zeca Neves - contrabaixo, voz

23H30 – Eduardo Prado Coelho
João Paulo Trio
Este projecto tem como ponto de partida o trabalho desenvolvido ao longo dos anos entre o pianista João Paulo e o contrabaixista Mário Franco com outro cúmplice de longa data, o baterista André Sousa Machado. Tocaram juntos em diversas formações.
O repertório será composto de improvisações sobre temas originais.
João Paulo Esteves da Silva - Piano
Mário Franco - contrabaixo
André Sousa Machado – bateria

23H00 - Sala Visconti
Bruno Pernadas Ensemble
Este projecto nasce da necessidade pessoal / colectiva, de criar música sem pressupostos, dando assim a máxima importância à relação melodia / harmonia, independentemente do cariz associado. Partindo de uma base Jazzistica, o grupo trabalha unicamente repertório original, que provem de uma forte relação da música com o cinema, como também da relação e possibilidades dos próprios instrumentos a nível timbrico e acústico.
Bruno Pernadas - Guitarra, Piano, Composição
Pedro Pinto - Contrabaixo
Ricardo Ribeiro - Clarinete Baixo e Soprano
José Maria - Sax Alto e flauta transversal
João Correia – Bateria

24H – Sala Nietzsche
Quarteto Paulo Bandeira
Apresentação do novo CD - Iberiando.
João Moreira (trompete), Afonso Pais (guitarra) Bernardo Moreira
(contrabaixo) e Paulo Bandeira (bateria)

02H00 – Sala Eduardo Prado Coelho
Missing Dog Head
Com músicos divididos entre a Austria e Portugal, os MDH oscilam entre momentos free, o rock e o jazz, entre a improvisação livre e as pequenas estruturas pré-definidas. Com uma formação sempre aberta, é desta vez convidado o saxofone de Abdul Moimême.
Martin Philadelphy - guitarra
Chris Janka - baixo
Abdul Moimême - saxofone
Gustavo Costa - bateria
Tenda

Sábado - 17 de Maio

22H30 - Tenda
Kronstadt Big Band – Concerto Jazz, 29 elementos
Programa: Les Anarchistes (Leo Ferré) – arranjos/direcção Johannes
Krieger; Colagem Internacional Bandera Rossa, Bandera Negra – arranjos/
direcção Johannes Krieger
Se o Maio de 68, na sua essência, foi um levantamento libertário, nada melhor do que uma orquestra de improvisadores para comemorar musicalmente o seu 40º aniversário. Estas orquestras vêm promovendo a identidade colectiva, a diferenciação cultural interna e a autodeterminação. É este legado que a Kronstadt adopta, homenageia e reproduz. Iniciativa de Monsieur Trinité, percussionista / bruiteur influenciado pelo Situacionismo e pela poética da revolução, a Kronstadt caracteriza-se por ter vários arranjadores / condutores e por juntar músicos de diferentes origens estéticas e percursos, entre consagrados, como Carlos "Zíngaro", até jovens instrumentistas (como José Lencastre e Johannes Krieger, a quem cabe apresentar as
interpretações do repertório escolhido que vão sujeitar às transformações dos seus pares).
Rui Eduardo Paes (editor da revista jazz.pt)

Domingo 18 de Maio

22H00 - Sala Nietzsche
Massapé Trio - Jazz
Daniel Neto (guitarra), Diogo Andrade (bateria) Marco Sadori
(contrabaixo)

Lydie Carell em Mini Digressão com Júlio Resende


A cantora Lydie Carell vai realizar uma mini digressão lisboeta, na companhia do pianista Júlio Resende, nos dias 15, 16 e 17 de Maio.

dia 15 no Belém Bar Café, em Lisboa, num concerto privado, em formato de piano e voz, acompanhada pelo pianista Júlio Resende;
dia 16 no Be Jazz Café, no Barreiro, Lydie vai ser acompanhada de novo ao piano por Júlio Resende, Yuri Daniel no contrabaixo e Alexandre Frazão à bateria;
dia 17 no Bar e Restaurante Onda Jazz, em Alfama,acompanhada mais uma vez por Júlio Resende ao piano, Mário Franco no contrabaixo e José Salgueiro na bateria.

Nascida na Córsega, França, ainda criança mudou-se para Leiria, onde começou a sua vida musical com aulas de piano e de canto.Em 2006 foi convidada pelo pianista espanhol Adrián Carrio para fazer parte do seu quinteto numa digressão por Espanha, tendo participado, entre outros, no festival de jazz de Oviedo.
Lydie reside actualmente em Paris, onde completa os seus estudos universitários.
A sua música transpira emoção e sensualidade e vai do fado à bossa-nova, merengue, blues e “la chanson française”, em ambiente de jazz onde o improviso tem lugar primordial.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Huong Thanh & Nguyen Le - Fragile Beauty

Mário "Le Génie"


Trimurti
12 de Maio de 2008, 22.00h
Auditório do Museu do Oriente (Lisboa)
*****

Poucos géneros musicais têm uma apetência global como o jazz (particularmente evidente nestes conturbados tempos de globalização). Mas ao invés da económica, esta globalização musical parece ser enriquecedora e fomentadora da convivência salutar entre povos e culturas.
Particularmente criativa e abrangente, a linguagem jazzística presta-se, como poucas, ao acolhimento debaixo do seu chapéu rotular, de sonoridades das mais diversas proveniências e culturas, oriundas dos quatro cantos do mundo (toda a gente sabe que o mundo, apesar de redondo, tem cantos, que não são dez, como nos Lusíadas, mas apenas quatro…).
A flexibilidade modal adoptada pelos jazzmen desde a década de quarenta (que inicialmente se apoiava na escala do blues mas que, há muito, se estendeu a outros modos mais ou menos exóticos) torna-os particularmente sensíveis às sonoridades indígenas de locais tão culturalmente diversos como a Índia (a tabla tem sido assiduamente utilizada em múltiplas colaborações de músicos de jazz com percussionistas indianos e paquistaneses), a China ou as diversas culturas africanas, servindo igualmente como ponte privilegiada para a comunicação e perfeito entendimento com os músicos locais.
Por isso não é de surpreender o brilhante trabalho desenvolvido por Mário Laginha (pronuncia-se Mário Le Génie, segundo o epíteto apresentado pelo seu inspirado colega de palco Prabhu Edouard), encomendado com pompa e circunstância pela Fundação Oriente, para a inauguração do respectivo Museu e Auditório em Lisboa.
Perdoem-me a ousadia simplista, mas quem está habituado a trabalhar (brilhantemente refira-se) na construção modal da sua música (como sucede no jazz e no blues) está muito bem encaminhado para compreender e interpretar os universos modais exóticos oriundos da Índia, da China ou do Japão (para não falar dos muitos estilos ocidentais assentes nos modos gregos como o flamenco ou a música nordestina brasileira que vão buscar as suas raízes aos modos frígio e mixolídio, respectivamente).
A lógica é idêntica e extravasa por completo a monotonia tonal que invadiu o ocidente musical desde a Idade Média e que ainda hoje nos limita por completo na maneira como ouvimos música.
Felizmente Mário Laginha não sofre dessas limitações, por isso construiu um universo musical global para o puro deleite dos afortunados ouvintes destes quatro concertos no Auditório do Museu do Oriente, onde o seu incontornável talento serviu de base para trabalho não menos brilhante dos seus ilustres convidados: o guitarrista vietnamita Nguyen Lê, o mestre de tabla indiana Prabhu Edouard e o percussionista e flautista japonês Joji Hirota.
Nguyen Lê foi absolutamente brilhante na guitarra. Nas mãos deste músico fantástico a guitarra eléctrica (e os seus múltiplos pedais e efeitos digitais) é um instrumento tradicional vietnamita, indiano ou japonês, de tal modo conseguiu dela extrair sonoridades coerentes com os universos musicais homenageados pelas composições de Laginha. E fê-lo com um virtuosismo técnico verdadeiramente assombroso!
A tabla tem o fascínio irresistível de nos transportar de imediato até às planícies do Ganges, numa viagem virtual, sonora mas riquíssima, seguramente conduzida pelo franco-indiano Prabhu Edouard, que ora acompanhou ora solou (pois a tabla tem essa fascinante e subtil capacidade melódica, rara num instrumento de percussão), ora desafiou as capacidades de improvisação rítmicas e harmónicas dos restantes músicos, designadamente do japonês Joji Hirota, com quem travou diálogos geniais.
Menos fascinante na percussão (talvez porque a sonoridade da percussão japonesa não anda tão longe quanto isso da ocidental) Hirota deslumbrou contudo no uso da flauta japonesa. Fê-lo num único tema, lento, ambiental mas de uma sensibilidade extrema, em que contrapôs de forma maravilhosa o seu talento na exploração das capacidades criativas deste instrumento (este sim, com a capacidade imediata de nos remeter para o extremo oriente e para as ambiências cinemáticas de Imamura ou Zhang Yimou) ao brilhantismo de Laginha no piano. Um tema que valia, só por si, a ida ao concerto.
Já devem ter notado que vim fascinado do Museu do Oriente…
Livrem-se de não gravar este trabalho em disco!
É que nunca mais punha os pés na Fundação Oriente…

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Olhando as Estrelas


Jacob Young
Sideways
ECM 2007
17/20

Segundo disco pela ECM do guitarrista nascido em Lillehammer na Noruega em 1970, mas filho de pai norte-americano, que o introduziu ao universo musical do jazz. Auto didacta a princípio (começou a tocar guitarra aos 12 anos de idade), acabou por ingressar no Conservatório de Oslo e mais tarde na New School for Jazz and Contemporary Music em Manhattan, como bolsista, onde foi aluno de Jim Hall e de John Abercrombie. Após terminar os seus estudos iniciou uma carreira como sideman em Nova Iorque onde, durante dois anos, actuou, entre outros, com Rashied Ali, Marc Copland, Arnie Lawrence, Junior Mance e Larry Goldings.
De regresso à Noruega gravou três discos de originais para editoras locais com um conjunto de músicos que incluiu Nils Petter Molvaer, Trygve Seim, Arve Henriksen, Bendik Hofseth, Vigleik Storaas, Christian Wallumrød e Jarle Vespestad. O seu talento atraiu a atenção da cantora Karin Krog e formaram um duo que já correu mundo em inúmeras apresentações e gravou um disco de standards em 2002, produzido por John Surman, denominado Where Flamingos Fly.
A sua colaboração com Surman levou-o à ECM de Manfred Eicher para quem gravou, no mesmo ano e já com o seu grupo (composto por Mathias Eick, no trompete, Mats Eilertsen, no contrabaixo, Vidar Johansen no clarinete baixo e saxofone tenor e o veterano Jon Christensen na bateria, embora o trabalho só tenha sido lançado em 2004) Evening Falls, o seu primeiro disco para a prestigiada editora alemã.
O universo musical de Young é marcado por duas influências notórias: o fraseado calmo, redondo, rendilhado e perfeccionista de Jim Hall na guitarra e os ambientes largos, melódicos e nostálgicos do jazz norueguês, tão bem representados pelo grupo (particularmente pelo excelente trabalho do jovem trompetista, de 28 anos de idade, Mathias Eick, para além do próprio guitarrista) e que fazem lembrar o lirismo de Trygve Seim.
As suas composições, longe de buscarem o protagonismo exibicionista da guitarra, antes servem o colectivo, desdobrando-se em duos e trios melódicos, com o comando geralmente assumido pela guitarra e/ou trompete (ocasionalmente pelo saxofone) e onde as funções melódicas e harmónicas são repartidas equitativamente pelos solistas. Apenas Jon Christensen é relegado geralmente para funções exclusivamente rítmicas, o que faz de modo consentâneo com o intimismo da obra, recorrendo frequentemente a uma estética textural.
Este Sideways é um trabalho profundamente sedutor. Tecnicamente perfeito e buscando influências tanto no ambiente clássico como no jazzístico (sem esquecer pequenas referências ao flamenco e à bossanova) Jacob Young conquista facilmente o ouvinte como intérprete e como compositor através de sucessivos temas líricos e nostálgicos (seis deles em guitarra acústica e quatro na eléctrica com caixa de ressonância), melodicamente apelativos mas estruturalmente complexos e elaborados. Estes encontram no trompete de Eick outro intérprete de excelência, que partilha integralmente o protagonismo interpretativo do disco. Ocasionalmente também o contrabaixo de Mats Eilertsen e o saxofone (esporadicamente o clarinete baixo) de Vidar Johansen se intrometem, com apurada pertinência, nas tarefas melódicas, donde resultam elaboradas polifonias, por vezes em ambiências quase barrocas (como com a introdução pelo contrabaixo arqueado em Out of Night).
Também se sentem ocasionais influências folk e blues (lembrando os trabalhos de Bill Frisell) em temas como Near South End ou no solo de guitarra de Wide Asleep.
O disco termina em pleno com uma pequena pérola exclusivamente à guitarra acústica (mais precisamente em duas guitarras acústicas, ambas tocadas por Young) chamada Gazing at Stars.
Um disco extraordinário de um grande guitarrista norueguês cuja música assenta como uma luva no catálogo da ECM. Quase diria que o personifica.

domingo, 11 de maio de 2008

Novos Discos





Bobby McFerrin em Portugal


Nascido em Inglaterra em 1950, mas criado em Nova Iorque, filho do barítono Robert McFerrin (o primeiro negro a fazer parte da New York's Metropolitan Opera e a voz de Sidney Poitier na adaptação cinematográfica de Porgy & Bess), Bobby McFerrin é dono de uma poderosa voz (com quatro oitavas) e uma invejável, ainda que pouco ortodoxa, técnica vocal.
As suas capacidades vão das rápidas mudanças entre a voz normal e o falseto, que usa para criar efeitos polifónicos, ao uso da percussão vocal (com recurso também ao peito) até ao cantar harmónico com uso da ressonância toráxica, ao jeito dos monges tibetanos (pelo qual produz vocalmente verdadeiros acordes de duas ou três notas).
As suas colaborações incluem nomes como Yo-Yo Ma, Herbie Hancock, Chick Corea, Joe Zawinul, Tony Williams, John Hendricks ou Cheryl Bentyne. Paralelamente ocupa o lugar de “creative chair of Saint Paul’s Orchestra” que o tem levado a dirigir orquestras regularmente nos Estados Unidos e Canadá, incluindo a San Francisco Symphony, New York Philharmonic, Chicago Symphony, Cleveland Orchestra, Philadelphia Orchestra, Los Angeles Philharmonic e a London Philharmonic, entre outras, por vezes combinando as suas improvisações vocais com a direcção de orquestra… Ficou famosa a sua direcção da Abertura de William Tell totalmente “a capella”, com os músicos da orquestra a prescindirem dos respectivos instrumentos e a interpretarem vocalmente as respectivas pautas.
A sua voz invejável já lhe valeu a atribuição de oito Grammys, um deles em 1988, pelo seu enorme êxito, Don’t Worry, be Happy, tema emblemático que ainda hoje constitui o cartão de visita deste extraordinário vocalista.
O futuro da veia musical familiar parece estar já assegurada pois o seu filho, Taylor McFerrin, assumiu já uma carreira como cantor nos EUA, no grupo Yohimbe Brothers.
Um artista invulgar e multifacetado para ouvir no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, dia 12 às 21.30h e no dia seguinte às 22.00h a Casa da Música, no Porto.

Agenda Jazz de 12 a 18 de Maio


2ª feira 12 de Maio
18.30h – Fnac Chiado (Lisboa) – Joel Xavier
21.30h – Teatro Aveirense (Aveiro) – Jacinta (tributo a José Afonso)
21.30h – Coliseu (Lisboa) – Bobby McFerrin
22.00h – Casa da Música (Porto) – Bebel Gilberto
22.00h – Auditório Museu Oriente (Lisboa) – Trimurti (Mário Laginha)

3ª feira 13 de Maio
18.00h – Fnac Chiado (Lisboa) - Peter Murphy's Carver Combo
21.00h – Teatro São Luiz (Lisboa) – Maria João (20 canções de amor e um poema desesperado)
21.30h – Fnac (Almada) - Peter Murphy's Carver Combo
21.30h – Biblioteca Municipal de Lagos – Hugo Alves
22.00h – Aula Magna (Lisboa) – Bebel Gilberto
22.00h – Casa da Música (Porto) – Bobby McFerrin
22.30h – Ondajazz (Lisboa) - Big Band Reunion
23.00h – Hot Club (Lisboa) - Combos da Escola de Jazz Luiz Villas-Boas do HCP

4ª feira 14 de Maio
21.00h - Teatro São Luiz (Lisboa) – Maria João (20 canções de amor e um poema desesperado)
21.30h – Auditório Museu Oriente (Lisboa) - Qawwali-Flamenco
22.00h - Galeria do Desassossego (Beja) - Peter Murphy's Carver Combo
22.30h – Ondajazz (Lisboa) - Triângulo
23.00h – Hot Club (Lisboa) - Combos da Escola de Jazz Luiz Villas-Boas do HCP
23.00h – Hot Five (Porto) – Jam Session Porto All Stars

5ª feira 15 de Maio
16.00h – Centro Cultural e de Congressos (Caldas da Rainha) – António Pinho Vargas & Zé Nogueira
20.00h – Maxime (Lisboa) - Peter Murphy's Carver Combo
21.30h - Teatro Académico Gil Vicente (Coimbra) – Jacinta (tributo a José Afonso)
22.00h – Casa da Música (Porto) - Rão Kyao & Karl Seglem
22.45h – Cafetaria Quadrante CCB (Lisboa) – Improvisible (José Meneses & José Salgueiro)
23.00h – Hot Club (Lisboa) - Albert Sanz Trio
23.00h – Ondajazz (Lisboa) - Nancy Vieira & Paulo Borges

6ª feira 16 de Maio
21.30h – Teatro Municipal Pax Júlia (Beja) - Maria João Quarteto (InJazz)
21.30h – Centro Cultural de Vila das Aves - Quinteto de Xacobe Martinez Antelo
22.00h – Casa das Artes (Famalicão) - John Cale Acoustimatic Band
22.00h – Fábrica Braço de Prata (Lisboa) - Nicole Eitner
23.00h – Bejazz (Barreiro) – Lydie Carell & Júlio Resende
23.00h – Centro Cultural Vila Flor (Guimarães) - Trio Azul, Ferro & Polónia Ilimitada
23.00h – Hot Club (Lisboa) - Albert Sanz Trio
23.30h – Ondajazz (Lisboa) – Os Índios (Mário Delgado, José Menezes, Alexandre Diniz, Massimo Cavalli e Alexandre Frazão)

Sábado 17 de Maio
21.30h - Teatro Municipal Pax Júlia (Beja) - Bernardo Sassetti Piano Solo (InJazz)
21.30h – Teatro da Trindade (Lisboa) – Joel Xavier
21.30h – Espaço Cultural Pedro Remy (Braga) - Quinteto de Xacobe Martinez Antelo
21.30h – Jazz ao Norte (Porto) – Samuel Quinto Trio
22.00h – Centro de Artes e Espectáculo (Portalegre) - John Cale Acoustimatic Band
22.30h – Fábrica Braço de Prata (Lisboa) - Kronstadt Big Band
23.00h – Hot Club (Lisboa) - Albert Sanz Trio
23.30h – Ondajazz (Lisboa) - Lydie Carell

Domingo 18 de Maio
17.00h – Jardim Torre Belém (Lisboa) – Quinteto Nelson Cascais
17.00h – Museu São Brás Alportel – Zé Eduardo e Manuela Lopes
22.00h – Casa da Música (Porto) - Haugaard & Høirup + Júlio Pereira