sexta-feira, 31 de julho de 2009

José Menezes no CCB


José Menezes Quarteto
30 de Julho de 2009, 22.00h
Cafetaria Quadrante - CCB (Lisboa)

José Menezes é já um histórico do jazz nacional. Nascido no Porto, em 1957, desperta para o jazz em 1971, com a primeira edição do Cascais Jazz. Começa a tocar saxofone como auto-didacta e tem as primeiras experiências musicais, ainda nos anos 70, com Rui Azul, Guilherme Eduardo, Mário Barreiros, Pedro Barreiros, Miguel Guerra, Pedro Abrunhosa e Eduardo Silva, pioneiros do culto do jazz na cidade invicta.
Inicia o estudo formal do instrumento na Escola de Música do Porto com o Prof. Américo Aguiar, de onde transita para o Conservatório de Música do Porto estudando com os professores Teresa Macedo, César de Morais e Costa Santos. Mais tarde obteria a licenciatura pela ESMAE.
Em 1981 estreia-se como músico profissional na Orquestra do Casino de Espinho, ano em que inicia igualmente a sua carreira como professor de educação musical no ensino oficial.
Nos anos 80 integrou várias formações de jazz, geralmente de duração efémera, como a Banda de Bolso, a Jazz Express, a Anima e o Quarteto de Saxofones do Porto, em que colaborou com músicos como Joaquin Iglésias, Pedro Abrunhosa, Miguel Guerra, Telmo Marques, Mário Barreiros, Eduardo Santos, Tomás Pimentel, Sávio Araújo, Manuel Beleza, Talaia, Firmino Neiva, José Nogueira, Edgar Caramelo e José Francisco.
Foi um dos co-fundadores da Escola de Jazz do Porto, juntamente com Mário e Pedro Barreiros, Pedro Abrunhosa e Isabel Dantas, onde leccionou saxofone e harmonia.
Nos anos 90 passou por inúmeras experiências musicais, nomeadamente no meio televisivo, destacando-se na área do jazz a participação no Ensemble de António Pinho Vargas, na Orquestra Nacional de Jazz e na Big-Band do Hot-Club de Portugal.
Actualmente José Menezes integra a CoolJazz Orchestra de Pedro Abrunhosa, o Decateto de Mário Laginha e o José Castro/Mário Franco ensemble. Lidera ainda o Sexteto Jazzexpress com Gonçalo Marques (t) Daniel Vieira (sa) Júlio Resende (p), Hugo Antunes (ctb) e Pedro Viana (bat).
Prossegue a carreira docente em várias escolas de jazz do país.
Para esta apresentação José Menezes foi buscar Gonçalo Marques no trompete, e uma secção rítmica de luxo, composta por Carlos Barretto no contrabaixo e José Salgueiro na bateria, para o acompanharem.
O resultado foi amplamente convincente. Além de um fraseado seguro, personalizado e bastante criativo de José Menezes, fomos presenteados com um inspirado Gonçalo Marques no trompete, capaz de arriscar quando se exige e de fazer uma boa companhia à ampla experiência do saxofonista. Claro está que Carlos Barretto e José Salgueiro estiveram à altura dos seus pergaminhos e deram o espectáculo que se esperaria de dois dos melhores profissionais nacionais nos respectivos instrumentos. Barreto com a habitual irreverência tecnicista que nunca cessa de surpreender e Salgueiro com uma batida forte e criativa, com o extremo bom gosto que o caracteriza.
Uma sala cheia que fez jus à valia dos músicos em palco, completou uma quinta feira de jazz memorável no CCB.
Um experiência que se recomenda.

Dados biográficos:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Menezes

Quarteto de Saxofones do Porto (1990)
José Menezes, José Nogueira, Edgar Caramelo e José Francisco

quarta-feira, 29 de julho de 2009

1º fim-de-semana do Jazz em Agosto 2009


1 a 9 de Agosto
Fundação Calouste Gulbenkian

Cumprindo um ciclo completo de 25 anos e, este ano, sob o conceito de Ícones e Inovadores, o Jazz em Agosto continua a proporcionar - no ambiente feérico que o caracteriza nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian - músicos referenciados na História do jazz, detentores de projectos musicais criativos, inovadores e visionários, apresentados pela primeira vez em Portugal.


O Jazz em Agosto 2009 inicia-se no sábado, 1, às 21h30 (Anfiteatro ao Ar Livre) com George Lewis e o seu projecto electro acústico Sequel. Trombonista registado em mais de 80 álbuns e que cultiva, em paridade, a vertente electrónica da Música, George Lewis volta ao Jazz em Agosto enquadrado no projecto experimental que estreou em Baden-Baden no New Jazz Meeting de 2004, sendo a segunda vez que o apresenta em público. Membro da Association for the Advancement of Creative Musicians (AACM), George Lewis é também autor do livro A Power Stanger than Itself - The AACM and American Experimental Music (Ed. The University of Chicago Press, 2008), obra que irá apresentar na conferência do dia seguinte, domingo, 2, às 16h30 (Auditório 3).

O Jazz em Agosto 2009 prossegue no domingo, 2, às 18h30 (Auditório 2) com o duo Rough Americana constituído pela italiana de descendência egípcia Giulia Loli, aka Dj Mutamassik e pelo guitarrista experimental americano Morgan Craft. Rough Americana esbate fronteiras da música via uma sampladélia provocante e revelando-se assertivo na política contemporânea através de sons que migram entre géneros musicais populares.


Lawrence D. “Butch” Morris conclui o 1º fim-de-semana do Jazz em Agosto no palco do Anfiteatro ao Ar Livre conduzindo a Nublu Orchestra, misto de vanguarda e irreverência e que reúne instrumentistas de origens variadas com ponto de reunião regular no Clube Nublu de Nova Iorque, um espaço underground multicultural. Com uma composição diferente em cada exibição pública, a Nublu Orchestra é a concretização do processo de condução de Lawrence D. “Butch” Morris, um conjunto de sinais transformados num vocabulário que o músico desenvolveu para dirigir os músicos da orquestra unindo as suas diferenças e desenhando direcções imprevisíveis.

O Jazz em Agosto 2009 regressa na quinta-feira, 6 de Agosto, com um concerto revelação…

Créditos das imagens:
- George Lewis Sequel : Claudio Casanova/AAJItaly
- Nublu Orchestra: Nublu Orchestra

http://www.musica.gulbenkian.pt/jazz/index.html.pt

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Maria Rita e OJM


Maria Rita e Orquestra Jazz de Matosinhos
1 de Agosto, 22.00h
Marginal de Matosinhos
5 de Agosto, 22.30h
Hotel Santa Eulália, Albufeira

A cantora brasileira Maria Rita aceitou o desafio da Orquestra Jazz de Matosinhos (OJM) e vai participar em dois concertos em Portugal acompanhada pela big band dirigida por Carlos Azevedo e Pedro Guedes.
Maria Rita e a Orquestra de Jazz de Matosinhos apresentam-se dia 1 de Agosto em Matosinhos, e a 5 de Agosto em Albufeira, no Grande Real Santa Eulália Resort, no âmbito do projecto Allgarve. O repertório inclui temas dos três discos da cantora com arranjos de Pedro Guedes.
O programa dos concertos é preenchido por cerca de uma dezena de temas, quase todos incluídos nos três discos de Maria Rita ("Maria Rita", de 2003, "Segundo", de 2005 e "Samba meu", de 2007), com arranjos originais para big band a cargo de Pedro Guedes. As canções a interpretar por Maria Rita são da autoria de compositores brasileiros como Milton Nascimento, Edu Lobo, Chico Buarque, Jean Garfunkel, Rita Lee, Marcelo Camelo, Caetano Veloso ou Rodrigo Maranhão, com uma única excepção, o tema "Soledad", do cantautor uruguaio Jorge Drexler.

Maria Rita e Quinteto em Branco e Preto – Num Corpo Só

Bennie Wallace em Serralves


Bennie Wallace
1 de Agosto, 18.00h
Fundação de Serralves (Porto)

"Bennie Wallace Plays Monk”

Este ano na sua 18ª edição, o Jazz no Parque dá continuidade ao interessante ciclo de concertos que se repete todos os anos no campo de ténis do parque da Fundação de Serralves.
Com uma programação da responsabilidade de António Curvelo, o Jazz no Parque 2009 encerra com o quarteto de Bennie Wallace, num programa dedicado às composições do genial Thelonious Monk, autor ao qual dedicou o registo Plays Monk, gravado em 1981. Neste espectáculo, que se antevê como o ponto alto desta edição de Jazz no Parque, Wallace conta com a preciosa colaboração de John Hebert (contrabaixo), Donald Vega (piano), e Yoron Israel (bateria).

Bennie Wallace Trio – Body And Soul

Chick Corea e Gary Burton à borla!


Chick Corea & Gary Burton
31 de Julho, 22.00h
Palácio de Cristal (Porto)

A dupla Chick Corea (piano) e Gary Burton (vibrafone) actua na próxima sexta-feira nos jardins do Palácio de Cristal, às 22 horas, integrados no Porto Blue Jazz. A entrada é livre.
Corea e Burton formam um dos mais famosos e produtivos duos de jazz. Encontaram-se pela primeira vez há 36 anos e, desde então, gravaram uma série de álbuns que tocam a sensibilidade mesmo daqueles que não se sentem atraídos pela linguagem jazzística.
Na presente digressão, os dois músicos norte-americanos estão a promover o álbum que editaram o ano passado, "The New Crystal Silence".
Uma oportunidade a não perder!

Chick Corea & Gary Burton – Waltz For Debby

James Taylor em Cascais


James Taylor
28 de Julho, 22.00h
Hipódromo de Cascais

É um dos cantautores mais amados e mais reconhecidos do country folk. Com 40 anos de carreira, James Taylor continua a cativar uma legião de fãs por todo o mundo.
A sua extraordinária capacidade de compor melodias memoráveis e a sua facilidade em contar as histórias através das suas composições, valeram-lhe milhões de álbuns vendidos, cinco Grammys e quase todos os maiores prémios de carreira da indústria musical mundial. Ainda este ano, a estação BBC Radio 2 premiou o cantor com o prémio de carreira. "Sweet Baby James" foi o trabalho que o deu a conhecer e é ainda um dos seus maiores êxitos a par de "Something In The Way She Moves", "You've Got a Friend" e "Fire and Rain".
São estes e outros os êxitos que de certo farão parte do repertório que o músico norte-americano trará a Cascais, fazendo-se acompanhar da sua inseparável guitarra e de um leque de músicos e vocalistas notável.

James Taylor – Fire and Rain

Melody Gardot em Oeiras


Melody Gardot
27 de Julho, 22.00h
Jardins do Palácio Marquês de Pombal (Oeiras)

É já hoje que a cantora Melody Gardot vai estrear-se entre nós com um concerto nos Jardins do Palácio Marquês de Pombal, em Oeiras.
Despertou para a música aos 19 anos, depois de um acidente que a levou vários meses para uma cama de hospital. A recuperação deu-se lentamente e com a ajuda de terapia musical, que haveria de a levar a uma carreira musical internacional.
Estreou-se em disco em 2008, com o álbum Worrisome Heart, a que se seguiu, já este ano, My one and only thrill.
Com um estilo que mistura o jazz com o blues e o folk, sem esquecer algumas influências da bossanova, Gardot, agora com 24 anos, cultiva uma aproximação suave mas personalizada da experiência jazzística.

Melody Gardot – Baby, I’m a Fool

Salsa’n Jazz no Latin Jazz Corner


Tenho seguido atentamente a carreira do pianista brasileiro Samuel Quinto e já por diversas ocasiões tive ocasião de divulgar o seu excelente trabalho nestas páginas.
Apesar de, entre nós, o Samuel Quinto Trio continuar a obter um reconhecimento claramente abaixo do seu real valor, é com satisfação que constato que, fora de portas, há quem não tenha ficado insensível aos méritos deste projecto.
Não resisto assim a divulgar e transcrever parcialmente a crítica ao último álbum do trio, publicada no site norte-americano “Latin Jazz Corner”:

(...) "Pianist Samuel Quinto leads his trio with a bold and enthusiastic personality on Salsa’ N Jazz, delivering an exciting set that successfully explores a variety of approaches and influences.

(...) Quinto diversifies his repertoire on the remaining songs, presenting a mixed bag of influences that confirm the depth of his knowledge. The group mixes a funky groove with a cha cha cha on the bluesy “Quinto’s Rhumba,” recalling shades of Herbie Hancock and Mongo Santamaria.

(...) Quinto guides his trio through Salsa’ N Jazz with a fiery passion, firmly based upon his broad musicianship and accomplished performance skills. As a pianist, Quinto repeatedly displays highly developed technical abilities, a deep knowledge of harmony, and a keen insight into melodic creation. His improvisations scream with a fiery spontaneity and a jazz intensity while his melodic interpretations reflect a thoughtful and reflective musician. He often reveals a strong Michel Camilo influence with bits of Chick Corea and Chucho Valdes thrown into the mix. Quinto has built upon these references extensively though, forging his own voice through a creative investigation of these musicians. His compositions serve as perfect showcases for his skills, displaying the wide range of his musicianship in full view. He manages to prioritize expression throughout his writing, mixing his extensive technical ability with well-constructed ideas. Santiesteban and Borges act as an ideal rhythm section behind Quinto’s strong musical personality. They unobtrusively support his work at every turn, making musical choices that benefit each song. When given the opportunity to step into the spotlight, they appear as solid soloists with distinct personalities. With all these elements in place, Quinto holds the weight of the trio upon his shoulders with style and ease on Salsa’ N Jazz, strongly declaring the emergence of a new piano stylist.”


A crítica integral pode ser consultada no seguinte link: http://www.chipboaz.com/blog/2009/07/23/spotlight-salsa-n-jazz-samuel-quinto-trio/

Será desta que vamos conseguir ouvir o trio em Lisboa?

Samuel Quinto Trio - Ficou no Meio

domingo, 26 de julho de 2009

Agenda Semanal, 27 de Julho a 2 de Agosto


2ª feira, 27 de Julho
18.30h – Fnac Chiado (Lisboa) – Ivan Lins
22.00h – Jardins do Palácio Marquês de Pombal (Oeiras) – Melody Gardot

3ª feira, 28 de Julho
23.15 – Parque S. Mateus (Cantanhede) - Daniela Mercury + DJ Miguel Rendeiro
4ª feira, 29 de Julho
22.00h – Hipódromo Cascais – James Taylor
22.00h – Chapitô – Nuno Costa Trio
22.00h – Praça da Erva (Viana do Castelo) – António Pinho Vargas

4ª feira, 29 de Julho
21.30h – Estádio S. Luís (Faro) - Gilberto Gil + Martinho da Vila
22.00h – Teatro Municipal da Guarda - Minnemann Blues Band
23.15h – Parque S. Mateus (Cantanhede) - Mariza + DJ Cat + DJ The Other Face

5ª feira, 30 de Julho
21.00h – Pavilhão Atlântico (Lisboa) – Leonard Cohen
21.30h – Livraria Trama (Lisboa) – Nuno Costa Trio
22.00h – Praça da Erva (Viana do Castelo) – Phil King
22.00h – CCB (Lisboa) - UBU 4tet
22.30h – Braço de Prata (Lisboa) – Mick Trovoada Quinteto
23.00h – Hot Club (Lisboa) - ATOS Trio

6ª feira, 31 de Julho
21.30h – Jardim Público (Montemor o Novo) - Edu Miranda Trio
21.30h – Teatro Constantino Nery (Matosinhos) - Margarida Reis, Jaime Mota e Job Tomé
22.00h – Hipódromo Cascais – Seal & Jon Allen
22.00h – Fábrica da Pólvora (Barcarena) – Ana Gonzalez y su gente
22.00h – Praça da Erva (Viana do Castelo) – Not So Standard
22.00h – Monumento Duarte Pacheco (Loulé) - Joss Stone
22.00h – Mercado de Santana (Leiria) - Mosca Tosca
22.30h – Braço de Prata (Lisboa) – Júlio Resende
23.00h – Hot Club (Lisboa) - ATOS Trio
23.00h – Clube Literário do Porto - Jazz no Clube
23.30h – São Luiz (Lisboa) – Jon Luz
23.30h – Palácio de Cristal (Porto) - Chick Corea e Gary Burton
23.30h – Ondajazz (Lisboa) – Couple Coffee
00.30h – Braço de Prata (Lisboa) – Free Fucking Notes
01.30h – Braço de Prata (Lisboa) – Spaghetti Jazz

Sábado, 1 de Agosto
15.30h – CCB (Lisboa) - Tarikavalli & Paulo Sousa & Makarand Tulankar
18.00h – Museu de Serralves (Porto) - Bennie Wallace Quartet
21.30h – Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa) - George Lewis Sequel
22.00h – Herdade dos Salgados Resort (Albufeira) – Seal
22.00h – Cerca do Convento (Loulé) - Mário Laginha Trio
22.00h – Anfiteatro Ponte de Sôr – Judith
22.00h – Praia da Manta Rota (Vila Real de Santo António) - Ana Gonzalez e Su Gente
22.00h – Teatro Sá de Miranda (Viana do Castelo) – Maceo Parker
22.00h – Marginal de Matosinhos - Maria Rita + Orquestra de Jazz de Matosinhos
22.00h – Jardim Público (Montemor o Novo) - Ramón Fabián e el Son de Cuba
22.00h – CCB (Lisboa) - Susheela Raman
22.30h – Vale de Cambra - Mosca Tosca + André Cabaço Trio
22.30h – Braço de Prata (Lisboa) - Luís Figueiredo Trio
23.00h – Hot Club (Lisboa) - ATOS Trio
23.30h – Braço de Prata (Lisboa) – Mr. Blues
00.30h – Breyner 85 (Porto) - Sean Khan Quintet

Domingo, 2 de Agosto
15.30h – CCB (Lisboa) - Tarikavalli & Paulo Sousa & Makarand Tulankar
17.00h – Parque Moinhos de Santana (Lisboa) - Percundim + DJ Andy H
18.30h – Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa) - Rough Americana
21.30h – Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa) - Nublu Orchestra & Butch Morris
22.00h – Praia da Manta Rota (Vila Real de Santo António) – Judith
22.30h – Quinta das Lágrimas (Coimbra) - Orquestra de Jazz de Matosinhos «As Noites do Harlem»
22.45h – Praça Dias Ferreira (Ferreira do Zêzere) - Desbundixie

sábado, 25 de julho de 2009

Relembrando o Holly Cole Trio


Serve o presente apenas para lembrar uma das minhas cantoras favoritas e que anda ultimamente um pouco esquecida dos circuitos internacionais de concertos e festivais: a canadiana Holly Cole.
Nascida em 1963, em Halifax, na Nova Escócia, Cole foi viver para Toronto, em 1983, em busca de uma carreira musical. Foi aí que encontrou o contrabaixista David Piltch e o pianista Aaron Davis, fundando o seu trio de jazz. O primeiro disco surgiria em 1989 (Christmas Blues) e o primeiro álbum um ano depois (Girl Talk). Os anos 90 foram o período áureo do trio, gravando Blame It On My Youth em 1992, Don’t Smoke in Bed (1993) e Temptation (1995), este um disco de homenagem a Tom Waits. Todos eles foram discos de ouro e platina no Canadá. Seguiu-se a gravação ao vivo “It Happened One Night”, de um concerto no St. Denis Theatre em Montreal (1996). Os projectos seguintes perderam um pouco do fulgor inicial, com uma progressiva aproximação à estética pop, mas ainda assim garantiram a obtenção de discos de ouro no Canadá, Dark Dear Heart (1997) e Romantically Helpless (2000). Pelo meio foi ainda editada em 1998, uma colectânea dos maiores sucessos do trio, Treasure (1989-1993).
A entrada no novo século trouxe o declínio do projecto protagonizado por Holly Cole, quer nas vendas quer na pujança criativa do trio, que entretanto deixara de o ser. Baby, It’s Cold Outside (2001) é um álbum de Natal que foi precedido por mais um best of The Best of Holly Cole (2000). Shade, editado em 2003, mostra já uma Holly Cole em busca de um novo estilo, extinto que estava o seu saudoso trio. O insucesso do projecto levou-a a uma ausência dos estúdios que duraria até 2007, data em que edita um álbum homónimo, também ele uma sombra da criatividade do trio dos anos 90.
Entretanto foi editada mais uma colectânea dos velhos sucessos dos anos 90, Holy Cole Collection Vol.I (2004).
Para todos aqueles, como eu, que sentem saudades dos belos temas do Holly Cole Trio, aqui fica uma colectânea dos seus maiores sucessos.

I Can See Clearly Now


Calling You


Make It Go Away


Espectáculo “It happened one night”, a 28 de Junho de 1995, no St. Denis Theatre em Montreal, Quebec, Canada

Cry (If You Want To)


Train Song


Little Boy Blue


Live at Blue Note

Get Out of Town


Larger Than Life