domingo, 30 de novembro de 2008

Chocolate em Lisboa



Maria João & Mário Laginha - Chocolate
Grande Auditório do Centro Cultural de Belém (Lisboa)
6ª feira, 5 de Dezembro, 21.00h

Depois do Porto e de Coimbra é a vez de Lisboa provar este magnífico chocolate que nos é oferecido pelo mais aclamado duo de jazz nacional: Maria João e Mário Laginha.
Com eles vão subir ao palco do CCB Bernardo Moreira, no contrabaixo, Alexandre Frazão na bateria e o britânico Julian Argüelles no saxofone.
Este novo trabalho surge em jeito de comemoração dos 25 anos de carreira de Maria João. Nele foi recuperada a mesma formação instrumental de 1983, embora se mantenham apenas dois dos intervenientes do quinteto Maria João: a voz, naturalmente, e o piano de Mário Laginha. Entre os temas originais presentes no disco, com letras de Maria João e música de Laginha, contam-se também alguns standards, completando-se deste modo a ponte com a gravação de 1983

Maria João & Mário Laginha - I've Grown Accustomed to His Face

Rituais na Aula Magna


Nicola Conte Jazz Combo

Sexta Feira, 5 de Dezembro, Aula Magna (Lisboa), 21.30h
Sábado, 6 de Dezembro, Centro Artes e Espectáculos São Mamede (Guimarães), 23.00h

O multi-facetado compositor italiano Nicola Conte apresenta o seu novo álbum Rituals, a 5 de Dezembro, na Aula Magna de Lisboa.
Como qualquer músico profissional (com um passado ligado à música electrónica e ao acid-jazz), Nicola Conte é um coleccionador inveterado de discos de raridades em vinil que lhe permitem encontrar novos projectos e sonoridades.
Para o álbum Other Directions foi buscar referências ao jazz dos anos 50 e 60, época em que este género musical se começou a soltar das fórmulas clássicas das big bands norte-americanas.
Natural da cidade italiana de Bari, Conte foi durante algum tempo DJ no colectivo artístico Fez, espaço que lhe permitiu apurar o gosto pelo acid-jazz de Paolo Achenza Trio, Quintetto X, Fez Combo ou Intensive Jazz Sextet.
As pistas de dança foram o território onde Nicola Conte se sentiu mais confortável (explorando também a bossa nova e outros ritmos latinos e afro-americanos), embora, como estudante de música clássica, se tenha sentido sempre atraído pelas atmosferas densas do jazz.

Nicola Conte - Like Leaves In The Wind

Glenn Miller Orchestra



Glenn Miller Orchestra
5ª feira, 4 de Dezembro, 21.00h, CCB (Lisboa)
Sábado, 6 de Dezembro, 21.30h, Teatro Micaelense (Ponta Delgada)

A mais famosa Ghost Band do mundo visita Portugal.
Em 1944, o avião onde Glenn Miller viajava, ao serviço do exército norte-americano, despenhou-se e o corpo do músico nunca chegou a ser encontrado. Miller não pode assim acompanhar a longa carreira da orquestra que tinha formado poucos anos antes. Passaram mais de 60 anos desde o desaparecimento de Miller, e o mundo não o esqueceu. Como poderia? A Glenn Miller Orchestra continua a encantar tudo e todos com grandes sucessos como Moonlight Serenade, In The Mood, Tuxedo Junction ou Chattanooga Choo Choo. O trombonista Larry O’Brien dirige cerca de 20 jovens e talentosos músicos e cantores nesta big band que em duas horas de espectáculo, como num estalar de dedos, nos faz recuar até aos anos trinta.
Depois da Count Basie Orchestra é a vez da Glenn Miller Orchestra visitar Portugal para dois concertos, em Lisboa e Ponta Delgada.

Glenn Miller Orchestra - In The Mood


Glenn Miller Orchestra - Chattanooga Choo Choo
com Dorothy Dandridge & The Nicholas Brothers

Pedro Jóia e Orquestra de Câmara Meridional



Pedro Jóia e Orquestra de Câmara Meridional
Casa da Música (Porto)- Sala Suggia
Quarta-feira, 3 de Dezembro, 22.00h

A herança da guitarra portuguesa e dos seus principais intérpretes tem dado origem a reinterpretações virtuosas pelas mãos de Pedro Jóia, um dos mais notáveis guitarristas portugueses. Primeiro foi Carlos Paredes, e agora é a obra de Armando Augusto Freire (Armandinho) que renasce na guitarra clássica em novos arranjos surpreendentes. A excelência do álbum À Espera de Armandinho foi confirmada recentemente ao merecer o Prémio Carlos Paredes 2008, atribuído pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira para o melhor álbum instrumental de música não erudita feito por portugueses.

Com cinco discos editados em nome próprio, Pedro Jóia regressou em 2007 de um período de quatro anos no Rio de Janeiro, onde colaborou com nomes como Ney Matogrosso, Simone, Zeca Baleiro e Elba Ramalho.

Nesta apresentação no Porto Pedro Jóia vai estar acompanhado pela Orquestra de Câmara Meridional, o que aumenta a curiosidade e as expectativas, face à excelência do trabalho já evidenciado por este grande guitarrista português.

Pedro Jóia e Vicky - Ao vivo no Teatro da Trindade em Lisboa


Pedro Jóia e Ney Matogrosso - Porta do Silêncio

Agenda Semanal, 1 a 7 de Dezembro



3ª feira, 2 de Dezembro
22.30h – Ondajazz (Lisboa) – Big Band Reunion

4ª feira, 3 de Dezembro
17.30h - Estação de Metro do Jardim Zoológico (Lisboa) - Trio Bossa Nova
22.00h – Casa da Música (Porto) - Pedro Jóia e Orquestra de Câmara Meridional
23.00h – Ondajazz (Lisboa) – Triângulo

5ª feira, 4 de Dezembro
19.00h – CCB (Lisboa) - Ivo de Greef (tributo Keith Jarrett)
21.00h – CCB (Lisboa) – Glenn Miller Orchestra
23.00h – Hot Club (Lisboa) - Albert Bover Trio
23.00h – Ondajazz (Lisboa) - André Santos & Quinteto Alegoria de Viver

6ª feira, 5 de Dezembro
21.00h – CCB (Lisboa) – Maria João & Mário Laginha
21.00h – CCB (Lisboa) – Mariano Deidda canta Pessoa
21.30h – Aula Magna (Lisboa) - Nicola Conte Jazz Combo + José James
21.30h – Culturgest (Lisboa) - Carlos Zíngaro
23.00h – Hot Club (Lisboa) - Albert Bover Trio
23.00h – Zé dos Bois (Lisboa) - Dazkarieh
23.30h – Ondajazz (Lisboa) – Júlio Resende “da Alma”

Sábado, 6 de Dezembro
21.30h – Jazz ao Norte (Matosinhos) - Samuel Quinto
21.30h – Teatro Micaelense (Ponta Delgada) - Glenn Miller Orchestra
22.30h – Salão Brazil (Coimbra) – La Chanson Noire
23.00h – Centro Artes e Espectáculos São Mamede (Guimarães) - Nicola Conte Jazz Combo + José James
23.00h – Hot Club (Lisboa) - Albert Bover Trio
23.00h – Ondajazz (Lisboa) - Filipa Ruas and the Shortcuts

Domingo, 7 de Dezembro
21.00h – CCB (Lisboa) – Amélia Muge e convidados
22.00h – Centro de Congressos do Estoril – Natacha Atlas

Bruxelas continua à chuva...



Aqui fica uma nova versão do tema clássico de Paquito d'Rivera, originalmente incluído no seu disco "Why Not?" (CBS, 1984). Uma homenagem deste extraordinário saxofonista e clarinetista cubano ao mítico guitarrista Django Reinhardt e ao seu parceiro belga Jean Baptiste "Toots" Thielemans.
Esta versão foi extraída do disco "Paquito d'Rivera, The Clarinetist, Volume One" editado em 2001 pela Peregrina Music. Conta com Paquito d'Rivera no clarinete, Niels-Henning Örsted-Pedersen no contrabaixo, Wolfgang Haffner na bateria, Frank Chastenier no piano, Pernel Saturino na percussão e ainda com a European Art Orchestra dirigida por Pablo Zinger. As fotos de Bruxelas são da autoria de dois fotógrafos: o inglês Adrian Reilly e o neo-zelandês Damon Lynch.Podem vê-las em http://www.pbase.com/mescaleroman/brussels_devoid_of_colour
http://www.pbase.com/dflynch/brussels

Paquito d'Rivera - Brussels in the Rain

sábado, 29 de novembro de 2008

Recomeçando um Final



Já em tempos deixei aqui breves notas sobre um magnífico disco do saxofonista norueguês Trygve Seim editado em 2004 pela ECM e designado Sangam. Esta reunião de músicos e influências de que Seim foi anfitrião, juntou ao seu saxofone o saxofone baixo e clarinete baixo de Nils Jansen, os clarinetes de Havard Lund, o trompete de Arve Henriksen, a trompa francesa de Tone Reichelt, a tuba de Lars Andreas Haug, o acordeão de Frode Haltli, o violoncelo de Morten Hannisdal, a bateria de Per Oddvar Johansen, os trombones de Oyvind Braeke e Helge Sunde e ainda um ensemble de cordas dirigido por Christian Eggen, O resultado é uma feliz confluência de géneros e estilos, do jazz à world music passando pela composição contemporânea, num dos mais belos e profundos momentos protagonizados pelo extraordinário jazz norueguês nos últimos anos.
Deixo-nos então com o novo vídeo de Beginning an Ending, de Trygve Seim, com belas fotos da Noruega da autoria do inglês Dave Wittenberg. Podem vê-las em http://www.pbase.com/davewit/norway_bw.

Trygve Seim - Begining an Ending

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Declaração de Amor



Jonas Knutsson e Johan Norberg
Cow Cow: Norrland II
ACT, 2005

Uma declaração de amor à sua terra natal. É a forma como poderemos descrever o conteúdo deste disco, de pura e simples beleza. A terra em questão é a Lapónia, no norte da Escandinávia, e os autores desta homenagem são os suecos Jonas Knutsson e Johan Norberg.
O primeiro é um extraordinário saxofonista cujo timbre melódico e o lirismo do seu fraseado evocam de imediato Jan Garbarek. Com o experiente saxofonista norueguês Knutsson partilha ainda a inspiração no folclore nórdico que sabe trazer com enorme propriedade para o seu repertório. Trabalhou com a cantora folk Lena Willemark e colaborou com os grupos de jazz suecos Enteli e Nordan, mas foi em duo com a guitarra de Johan Norberg que ganhou maior projecção internacional, neste projecto Norrland que vai já no terceiro disco, todos com a chancela da alemã ACT.
Norberg é um dos mais conceituados guitarristas de folk e world music da Escandinávia. Durante 17 anos colaborou com o trombonista Nils Landgren no duo Chapter Two.
Juntaram-se em 1999 e criaram um som único que funde de modo original, criativo e profundamente intimista o folclore escandinavo com o jazz. O primeiro disco do duo surge apenas em 2004 e foi denominado Norrland, literalmente as terras do norte. Seguiu-se em 2005 este Cow Cow: Norrland II, continuação do projecto que deve o seu nome a um quadro do pintor bávaro Bernd Zimmer, do ciclo Neue Wilde, reproduzido na capa. Já em 2008 editaram Skaren: Norrland III, em que se juntam ao duo o contrabaixo de Eva Kruse e as vozes do quarteto Kraja, constituído por Eva e Lisa Lestander, Frida Johansson e Linnea Nilsson. Sempre em busca da autenticidade da música tradicional do povo Sami e do norte da Escandinávia.
Este Cow Cow: Norrland II é uma viagem pelas belas paisagens do Norte, através de um diálogo íntimo entre os dois instrumentos: a guitarra e o saxofone. Melódica, profunda, muito bela e sobretudo com uma aparente e cativante simplicidade, é uma viagem envolvente e extremamente gratificante para o ouvinte. Ouvem-se ecos do folclore da região por entre as montanhas cobertas de neve e os lagos gelados da Lapónia. Sentem-se laivos de jazz nos elaborados solos protagonizados pelo duo. Um disco que transmite uma atmosfera de bem-estar, de beleza, de puro deleite para quem o ouve, sem nunca cair nos facilitismos da música new age. Aqui tudo é autêntico, desde o talento dos músicos até às paisagens geladas do norte escandinavo, sem esquecer os ritmos contagiantes das gentes que povoam estas terras frias há múltiplas gerações.
Um jazz soft, no bom sentido, que pode ser desfrutado por todos, iniciados ou não na escola de Monk.
E uma enorme prova de vitalidade do jazz sueco e nórdico. Ainda e sempre na vanguarda do que melhor se produz no género, no continente europeu. Marcante e original. Verdadeiramente exemplar.
Aqui fica um vídeo do tema de abertura do disco, Klappmark, um original do duo dedicado a uma aldeia homónima da Lapónia sueca e às suas gentes. Como não podia deixar de ser as fotos que acompanham o tema são da Lapónia e da autoria do norueguês Arthur van Riet. Podem vê-las em http://www.pbase.com/tuur10d/lapland_zomer_2004

Jonas Knutsson & Johan Norberg - Klappmark

domingo, 23 de novembro de 2008

Júlio Resende Quarteto na Casa da Música



Sexta-feira, 28 Novembro 2008
22:00, Sala 2 Casa da Música (Porto)
Júlio Resende Quarteto

Um ano depois de lançar o seu primeiro álbum pela Clean Feed, Da Alma, o pianista Júlio Resende sobe ao palco da Sala 2 da Casa da Música, acompanhado pelo seu quarteto, formado inteiramente por músicos jovens, Júlio Resende no piano, Zé Pedro Coelho nos saxofones, João Custódio no contrabaixo e João Rijo na bateria.
Esta é seguramente uma das mais promissoras formações surgidas nos últimos anos no país, com uma abordagem criativa e aberta ao universo do jazz, com pés assentes na tradição e os olhos voltados para a modernidade.

Júlio Resende Quarteto - Deep Blues


Júlio Resende Quarteto - Wise Up

Chocolate em Coimbra



Maria João & Mário Laginha - Chocolate
3ª Feira, 25 de Novembro, 21.30h
Teatro Académico Gil Vicente (Coimbra)

O mais reputado duo do jazz nacional prossegue o périplo pelas salas portuguesas de apresentação do seu mais recente trabalho, o álbum Chocolate. Depois da Casa da Música no Porto e antes do Centro Cultural de Belém em Lisboa (a 5 de Dezembro), é a vez do Teatro Académico Gil Vicente receber a visita de Maria João e Mário Laginha, acompanhados de Julian Argüelles no saxofone, Bernardo Moreira no contrabaixo e Alexandre Frazão na bateria.
Um concerto a não perder!
Em jeito de aperitivo aqui fico o mais novo vídeo do duo, do tema I've Grown Accustomed to His Face, extraído do álbum Chocolate (Universal, 2008).

Maria João & Mário Laginha - I've Grown Accustomed to His Face