domingo, 23 de novembro de 2008

Agenda Semanal, 24 a 30 de Novembro


2ª feira, 24 de Novembro
23.30h – Catacumbas (Lisboa) - Quarteto de Paulo Grilo

3ª feira, 25 de Novembro
21.30h – Teatro Académico Gil Vicente (Coimbra) – Maria João e Mário Laginha
22.30h – Ondajazz (Lisboa) – Big Band Reunion
23.00h – Espaço Celeiros (Évora) – Terças Jazz
23.30h – Catacumbas (Lisboa) - Catman & Friends Play The Blues

4ª feira, 26 de Novembro
18.30h – FNAC Vasco da Gama (Lisboa) – Maria Alice
19.30h – Trem Azul (Lisboa) – Luís Lopes
21.30h – Jazz ao Norte (Porto) – Trio Pedro Madaleno
21.30h – Casa da Música (Porto) - HARMOS Festival
22.00h – FNAC (Coimbra) – Maria João e Mário Laginha
22.00h – Teatro Municipal da Guarda – Melech Mechaya
22.00h – São Jorge (Lisboa) – Cesária Évora
22.30h – Ondajazz (Lisboa) – Triângulo
22.30h – Parágrafo (Almada) – Flow
23.30h – Catacumbas (Lisboa) - Carl Nevitt Trio

5ª feira, 27 de Novembro
19.00h - Espaço APAV & Cultura (Lisboa) - Rodrigo Amado & Miguel Mira & Gabriel Ferrandini
21.00h – Aula Magna (Lisboa) – Gatham Brothers
21.30h – CCC Caldas Rainha – 4 corners
22.00h – FNAC Santa Catarina (Porto) – Maria João e Mário Laginha
23.00h – Hot Club (Lisboa) - Paula Sousa Quinteto
23.00h – Ondajazz (Lisboa) - Rui Caetano Trio
23.00h – Zé dos Bois (Lisboa) - Tora Tora Big Band
23.00h - Glory's Bar (Ovar) - Trio Michaël Maia
23.30h – Catacumbas (Lisboa) - Zoey Jones Trio

6ª feira, 28 de Novembro
18.00h – FNAC Alfragide (Amadora) – Maria Alice
18.00h – Fnac Vasco da Gama (Lisboa) – Afonso Pais Trio
18.30h – FNAC Cascais – Luís Represas
20.00h – São Jorge (Lisboa) - André Fernandes 5teto (Festival Lisboa Mistura)
20.00h – São Jorge (Lisboa) - Marta Hugon (Festival Lisboa Mistura)
21.30h - Teatro Lethes (Faro) - Trio Maria Viana
21.30h – Culturgest (Lisboa) – 4 corners
22.00h – FNAC Cascais – Maria João e Mário Laginha
22.00h – Malaposta (Odivelas) - Yeti Project Jazz
22.00h – Casa da Música (Porto) - Júlio Resende Quarteto
22.30h – Fnac Chiado (Lisboa) – Afonso Pais Trio
23.00h – Fnac Colombo (Lisboa) – Luís Represas
23.00h – Hot Club (Lisboa) - Paula Sousa Quinteto
23.30h – Ondajazz (Lisboa) – Couleur Café

Sábado, 29 de Novembro
21.30h – Casa das Artes (Famalicão) – Tito Paris
21.30h – Centro de Artes e Espectáculos de Portalere – 4 corners
23.00h – Alla Scalla (Braga) - Budda Power Blues
23.00h – Hot Club (Lisboa) - Paula Sousa Quinteto
23.30h – Ondajazz (Lisboa) – Múcio Sá Trio
23.30h – Catacumbas (Lisboa) - Messias & The CrossRoads Blues Band

Domingo, 30 de Novembro
22.00h – Crew Hassan (Lisboa) – Jazz na Crew
22.00h – Casa da Música (Porto) – 4 corners
22.00h – Ondajazz (Lisboa) – Noite de Fusão
23.00h – Alla Scalla (Braga) - Budda Power Blues
23.00h – Tertúlia Castelense (Maia) - AP Quarteto
00.00h – Music Box (Lisboa) - Big Band & Friends

sábado, 22 de novembro de 2008

Yaron Herman Trio no CCB



Yaron Herman Trio
21 de Novembro de 2008, 21.00h
Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém
****,5

Afirmar que Yaron Herman é um fenómeno, é hoje um lugar comum. De facto atingir o nível técnico apresentado por este israelita, de apenas 27 anos, em tão pouco tempo, é no mínimo invulgar, sobretudo se considerarmos o facto de Herman tocar piano há apenas 11 anos.
Mas, mais do que as suas precoces habilidades no teclado, o que impressiona em Herman é a sua notável capacidade para inovar, para criar algo de fresco e pessoal naquilo que toca. Isso, no jazz, é ainda mais raro atingir aos 27 anos (por vezes leva-se uma vida inteira sem o conseguir…).
Pode dizer-se que Herman se insere numa estética a que, por vezes, se chama o jazz-pop (expressão que não gosto particularmente mas que, à falta de outra melhor, me forço a usar), corrente que já atraiu músicos como Brad Mehldau (sobretudo no álbum Largo), os suecos do Esbjörn Svensson Trio, o trio norte-americano The Bad Plus (com Ethan Iverson ao piano) ou os alemães do Trio Elf (com Walter Lang ao piano).
Mas se adaptar Toxic de Britney Spears ao jazz (aliás, brilhantemente) ou Message in a Bottle dos Police é uma ousadia a que outros já se permitiram, através de adaptações de temas dos Queen, dos Radiohead, de Björk (Herman inclui também no seu último disco uma versão de Army of Me) ou até dos Blondie, já a forma como essa adaptação é feita e sobretudo a diversidade de fontes de que bebe este trabalho em trio, não é tão comum.
Na verdade Yaron Herman não se limita a capturar a energia do pop e a armazená-la em potentes versões jazzísticas de temas que fizeram as delícias dos tops de vendas, por esse mundo fora. Vai muito mais longe, cristalizando, numa sucessão rica e diversa de temas, outras influências colhidas ao longo da sua formação musical e que vão desde a música barroca ao simbolismo russo (há uma deliciosa versão do Prelúdio Nº 2 em Si Bemol Maior, Opus 35, de Alexander Scriabine no disco “A Time For Everything”) e desde o impressionismo francês ao minimalismo de Stockhausen (este já traduzido para o jazz por músicos como o próprio filho do compositor alemão, o trompetista Marcus Stockhausen, ou o suíço Nik Bartsch). Nem as fontes populares ficaram esquecidas com o inevitável blues e a música tradicional do médio oriente a marcarem presença, aproximando-se neste particular da obra do seu compatriota Avishai Cohen.
O trabalho de Herman é assim de uma riqueza e diversidade estonteantes.
O que poderá contudo constituir a única crítica a apontar-lhe. A obra surge algo dispersa. Manifestação inequívoca de uma ânsia de mostrar conhecimentos, facilmente justificável à luz dos seus 27 anos de idade.
Todos os males fossem esse.


Yaron Herman Trio
A Time For Everything
Laborie Records, 2007

Mas esta viagem musical não foi solitária. A acompanhar Herman estiveram o contrabaixista Matt Brewer e o baterista Thomas Crane (substituto na apresentação ao vivo de Gerald Cleaver, que gravou o disco).
Matt Brewer é um jovem contrabaixista norte-americano (tem apenas 25 anos) de enorme classe. Manifestou um virtuosismo de grande sobriedade, que por vezes contrastou com a exuberância interpretativa de Herman e Crane, mas que contribuiu decisivamente para a solidez e coerência musical do projecto. De uma fluência e criatividade invejáveis nos solos, soube contudo contrapor-lhes o rigor na assumpção das tarefas rítmicas do trio, sobretudo quando os focos estavam apontados para os seus colegas de palco. Uma exibição notável. Apenas lhe posso apontar o menor acerto na escolha de um instrumento de pequena dimensão. Se é certo que andar a correr mundo com um contrabaixo às costas não deve ser tarefa fácil (a avaliar pelo tratamento habitualmente dado à bagagem comum nos aeroportos, de dimensões liliputianas face ao mastodôntico contrabaixo, deve até ser muito difícil…) não posso ainda assim deixar de referir que o uso de um instrumento dotado de uma caixa de ar de outra envergadura traria benefícios óbvios à apresentação, designadamente nos momentos de maior explosão rítmica, que foram muitos.
Já Crane mostrou trabalho menos regular. Se por um lado se assumiu como o verdadeiro motor do trio, quando era preciso injectar adrenalina na apresentação, já nos momentos menos enérgicos não conseguiu manter esse nível, com algumas limitações criativas no que respeita às estéticas texturais, por vezes exigidas pela diversidade do repertório. Diria que neste projecto se impunham dois bateristas: Crane para as versões pop e Gerald Cleaver para as outras, manifestando este último, no disco, uma riqueza, um detalhe e uma subtileza criativa de outra envergadura.
Finalizo com um lamento dedicado ao som do Pequeno Auditório do CCB. Pareceu-me pouco acertada a opção pelos tons suaves e polidos de um concerto de câmara. Quase soaram nasalados.
Uma obra desta amplitude rítmica carecia de algumas arestas vivas, que acentuassem os contornos explosivos por vezes extraídos pelos músicos dos seus instrumentos. Ainda para mais apresentando-se o trio em versão exclusivamente acústica, abdicando dos efeitos sonoros adicionados no disco por Jean Pierre Taleb.
Uma situação a rever.
Ver videos de Yaron Herman
Aqui fica um tema deste álbum e deste concerto, o clássico "In The Wee Small Hours of the Morning" da autoria de Bob Hilliard e David Mann, popularizado por Frank Sinatra. As fotos são da austríaca Claudia Schweizer. Podem ver o seu trabalho em http://www.pbase.com/c_schweizer/night_variations.

Yaron Herman Trio - In The Wee Small Hours oF The Morning

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Scattering Poems, por E. E. Cummings



Julia Hülsmann e Rebekka Bakken
Scattering Poems
ACT 2003

Nascida em Bona, em 1968, Hülsmann estudou na Academia de Artes de Berlim com mestres como Walter Norris, Aki Takase e David Friedman. Estudou ainda em Nova Iorque com Maria Schneider, Richie Beirach, Gil Goldstein e Jane Ira Bloom. Depois de passar pela Orquestra Nacional da Juventude alemã, sob a direcção de Peter Herbolzheimer, passou por diversos projectos de Big Bands de jazz, de fusão e até de pop, antes de formar o seu trio de jazz em 1997, um dos mais subtis e distintos do panorana actual do jazz alemão.
Rebekka Bakken nasceu em Oslo dois anos depois. A sua carreira começou como vocalista de grupos de rock e funk. Em 1995 mudou-se para Nova Iorque onde tentou a sorte como cantora rock. Mas só a encontraria em 1998 quando iniciou uma frutuosa colaboração com o guitarrista Wolfgang Muthspiel. A sua voz evoca nomes como Joni Mitchell e Sidsel Endresen e acabou por conquistar um lugar entre as mais populares cantoras de jazz da actualidade.
Este trabalho preconiza uma visita à poesia do poeta, pintor, ensaísta e dramaturgo norte-americano E.E. Cummings. Segundo Hülsmann a sua poesia é possuidora de uma tal riqueza pictórica e rítmica que a música como que brota naturalmente dos seus versos. Foi pois com naturalidade que musicou oito poemas de Cummings aos quais juntou mais dois temas: uma versão instrumental de A Thousand Years de Sting e um cover do tema "Same Girl" de Randy Newman.
A acompanhá-la estão Marc Muellbauer no contrabaixo, Heinrich Köbberling e Rainer Winch na bateria.
Este é um jazz eminentemente feminino. Poético, suave, por vezes com um lirismo comovente. As melodias brotam fluentemente do piano de Hülsmann para a voz expressiva de Rebekka Bakken as interpretar com requinte.
Mas não pensem que se trata de um trabalho saudosista, embebido dos maneirismos tradicionais do jazz vocal. Longe disso. A tradição para Júlia Hülsmann reside no profundo respeito pela melodia. Mas o modo como a trata é verdadeiramente original e contemporâneo. Devedor tanto do universo erudito de Ravel como do popular de Monk ou Hancock.
Uma obra madura que afirma as suas protagonistas como figuras maiores do jazz europeu contemporâneo.
Deixo-vos com um vídeo do tema Love Is More Thicker Than Forget, um dos mais belos temas do disco e uma sentida homenagem ao amor, nas suas diversas variantes, pelos versos de E. E. Cummings, pela música de Júlia Hülsmann e pela voz de Rebekka Bakken, mas também pela objectiva de dez fotógrafos, das mais variadas proveniências: Shutternutz, Vikas, Phil M, Marcav, Zenmatt, Jim Larkin, SimplePhotography, Glen Sansoucie, Faye White e Linda Alstead. As suas obras podem ser visitadas nos seguintes links:
Shutternutz - http://www.pbase.com/cslr_challenge/cslr15
Vikas, Phil M e Marcav - http://www.pbase.com/cslr_challenge/cslr15_eligible
Zenmatt - http://www.pbase.com/zenmatt/and_joy_follows_like_a_shadow
Jim Larkin - http://www.pbase.com/jjlarkin39/pad
SimplePhotography - http://www.pbase.com/simplephotograph/a_love_story
Glen Sansoucie - http://www.pbase.com/gsansoucie/2008_peso&page=21
Faye White - http://www.pbase.com/fayewhite
Linda Alstead - http://www.pbase.com/lindarocks/root

Julia Hülsmann Trio with Rebekka Bakken - Love Is More Thicker Than Forget

Fim-de-semana no Braço de Prata


5ª feira, 20 de Novembro

22.30h – Sala Nietzsche
Paula Sousa Quarteto
Ana Paula Sousa - Piano
Afonso Pais - Guitarra
Hugo Antunes - Contrabaixo
Luís Candeias – Bateria

23.00h – Sala Prado Coelho
Trio Kasutera
Watanabe Teppe (guitarra)
Miguel Leiria Pereira (contrabaixo)
Jean-Michel Micallef (percussão)

6ª feira, 21 de Novembro

22.30h – Sala Nietzsche
Assim Falava Jazzatustra
Júlio Resende e convidados

24.00h – Sala Nietzsche
André Cabaço Quarteto

24.00h – Jazz
Paula Sousa – piano
Ricardo Barriga – guitarra
Pedro Pinho – contrabaixo
Alexandre Alves – bateria

Sábado, 22 de Novembro

22.00h – Sala Visconti
Raspa de Tacho
Tércio Borges – cavaquinho
João Vaz – saxofone soprano
Gabriel Godoi – violão 7 cordas
João Fião – percussão

22.30h – Sala Prado Coelho
Free Fucking Notes
Marta Plantier – voz
Luís Barrigas – piano

22.30h – Sala Nietzsche
Jazz
Miguel Mira - Violoncelo
Diogo Palma – Contrabaixo

24.00h – Sala Prado Coelho
Fado
Hélder Moutinho e convidados

24.00h – Sala Nietzsche
Piano Solo com Mário Oliveira

Ocasião Perdida


Steve Coleman And Five Elements
Grande Auditório da Culturgest
15 de Novembro de 2008, 21.30h
***

Steve Coleman é um reputado saxofonista de jazz, habituado à convivência em palco com grandes músicos como Michael Brecker, David Murray, Dave Holland ou Abbey Lincoln. No entanto, longe de seguir o mais óbvio caminho do jazz mainstream, a sua música insere-se numa corrente mais experimentalista que funde elementos oriundos da música popular urbana e do hip hop com as mais profundas raízes africanas da música negra norte-americana e até da música klezmer de origem judaica, que tem influenciado vários músicos da nova geração do jazz norte-americano como John Zorn, Frank London ou David Krakauer.
Não é um cocktail fácil de digerir. Fortemente abstracta, a música de Coleman assenta sobretudo em componentes melódicos e rítmicos esquecendo um pouco os harmónicos.
O resultado é fragmentado e conceptual. O jazz assim tocado soa, na maioria das vezes, frio e distante da alegria e do humanismo da sua versão original.
A tudo acresce a assimetria destes Five Elements. Se por um lado temos um Steve Coleman de enorme valia técnica no saxofone, acompanhado pelo grande talento de Tyshawn Sorey na bateria (o único elemento do grupo que mostrou verdadeira “pedalada” para acompanhar o líder Coleman), por outro temos alguma simplicidade nas prestações de Jonathan Finlayson no trompete e de Tim Albright no trombone. Dir-se-iam intimidados pela liderança de Coleman. Presos à pauta e ao seu papel no sexteto, sempre aguardando o sinal de entrada e raramente mostrando capacidade de improviso ou criatividade nas suas intervenções.
Mais soltos estiveram Jen Shyu na voz e Thomas Morgan no contrabaixo. Mas se a boa técnica vocal da primeira não encontrou na estética fragmentada e abstracta da obra de Coleman condições para brilhar, antes se tornando algo cansativa, já Morgan teve oportunidades de sobra para o efeito, designadamente nos duetos mantidos com o saxofonista. Porém, embora se mostrasse por vezes exuberante no contrabaixo, nem sempre a técnica conseguiu acompanhar as boas intenções do músico. De fraseado solto mas confuso, disperso, pouco objectivo, não foi também ele capaz de segurar uma apresentação que assumiu sobretudo contornos de uma ocasião perdida, face à enorme qualidade de alguns dos músicos envolvidos.
Esperemos que Steve Coleman reencontre em breve caminhos menos sinuosos para exprimir a sua criatividade e sobretudo a sua enorme capacidade técnica no saxofone que, apesar de tudo, conseguiu sobressair numa apresentação em tudo o mais menos conseguida.

domingo, 16 de novembro de 2008

Yaron Herman Trio em Portugal



4ª feira, 19 de Novembro, 21.00h
Casa da Música (Porto)

6ª feira, 21 de Novembro, 21.00h
Centro Cultural de Belém (Lisboa)

Este jovem pianista israelita (nasceu em Tel-Aviv em 1971, mas reside actualmente em Paris) iniciou os seus estudos musicais apenas aos 16 anos, com Opher Brayer. Apenas dois anos depois ganhou o prémio Rimon School of Jazz and Contemporary Music “Junior talent”. Aos 19 anos mudou-se para Boston, para completar a sua formação jazzística no Berklee College of Music.
Um jovem prodígio do piano, que reflecte no seu estilo a influência de mestres como Keith Jarrett, Paul Bley, Lennie Tristano ou Brad Mehldau, partilhando com este último o gosto pela transposição para o universo jazz de temas oriundos de músicos pop, como Sting, Bjork e até Britney Spears.
Um músico revelação para pôr à prova em duas apresentações nas mais prestigiadas salas nacionais: a Casa da Música no Porto e o Centro Cultural de Belém em Lisboa.
Recebeu recentemente o prémio Victoires du Jazz, músico revelação, um dos mais prestigiados prémios do jazz francês.
A acompanhá-lo estarão Matt Brewer no contrabaixo e Gerald Cleaver na bateria.

Yaron Herman – Toxic


Yaron Herman Trio – Coutances/Army of Me

Till Brönner e Maria João no Ondajazz



5ª-feira, 20 de Novembro, 23.00h
Ondajazz (Lisboa)

Nascido em 1971 em Viersen, na Alemanha, Brönner recebeu a sua formação musical no colégio jesuíta Aloisiuskolleg bem como na academia de Colónia, com os professores Joggs Whigham e Jon Eardley e mais tarde Bobby Shew e Malte Burba.
Trompetista, compositor, arranjador, produtor e vocalista, este músico alemão parece empenhado em fazer renascer o mito do trompetista/cantor Chet Baker, com a sua voz suave e melosa e o seu estilo macio de tocar o trompete.
Alternando entre o smooth jazz, o bebop, a fusão e a música pop, Brönner é um constante desafio ao ouvinte e um dos mais populares músicos de jazz germânicos, autor de várias bandas sonoras para o cinema (sobretudo alemão).
No Ondajazz vai estar acompanhado pelo seu quinteto e bem assim pela cantora portuguesa Maria João, antecipando-se uma noite de experiências e cruzamentos musicais interessantes.

Till Brönner – Clax’s Theme


Till Brönner – River Man

Agenda Semanal



2ª feira, 17 de Novembro
23.30h – Catacumbas (Lisboa) - Quarteto de Paulo Lopes

3ª feira, 18 de Novembro
22.30h – Casino da Figueira da Foz – Paulo de Carvalho Trio
22.30h – Ondajazz (Lisboa) – Big Band Reunion
23.00h – Hot Club (Lisboa) – Peter Rende 4tet
23.00h – Espaço Celeiros (Évora) – Terças Jazz
23.30h – Catacumbas (Lisboa) - Heritage Blues Band

4ª feira, 19 de Novembro
17.30h - Estação de Metro do Campo Grande (Lisboa) - Trio Bossa Nova
21.00h – Casa da Música (Porto) - Yaron Herman Trio
22.00h - Centro Cultural Vila Flor (Guimarães) - Marcus Strickland Quintet
22.30h – O Século (Lisboa) - Creative Sources Fest
23.00h – Parágrafo (Almada) – Jam Session Flow
23.00h – Hot Club (Lisboa) – Peter Rende 4tet
23.00h – Ondajazz (Lisboa) – Triângulo
23.30h – Catacumbas (Lisboa) - Trio Aromas

5ª feira, 20 de Novembro
21.30h – Teatro Aveirense (Aveiro) - Mário Laginha & Júlio Resende & Luís Figueiredo
21.30h – Centro Cultural de Chaves – Samuel Quinto Trio
21.30h – Livraria Trama (Lisboa) - Carlos Barretto
22.00h – Centro Cultural Vila Flor (Guimarães) - The Cookers
22.30h – O Século (Lisboa) - Creative Sources Fest
23.00h – Hot Club (Lisboa) - Filipe Melo Trio
23.00h – Ondajazz (Lisboa) - Till Brönner 5tet + Maria João
23.30h – Catacumbas (Lisboa) - Ciro Cruz Quartet
00.00h – Centro Cultural Vila Flor (Guimarães) - Marcus Strickland Quintet

6ª feira, 21 de Novembro
21.00h – CCB (Lisboa) - Yaron Herman Trio
21.30h – Malaposta (Odivelas) - Rão Kyao
21.30h – Centro Cultural de Cascais - José Eduardo Unit
22.00h – Pavilhão Municipal Gaia - Emir Kusturica & The No Smoking Orchestra
22.00h – Centro Cultural Vila Flor (Guimarães) - Kenny Barron Trio
22.00h – Olga Cadaval (Sintra) - João Gil
23.00h – Hot Club (Lisboa) - Filipe Melo Trio
23.30h – Ondajazz (Lisboa) - Paulo de Carvalho Trio

Sábado, 22 de Novembro
20.30h – Crew Hassan (Lisboa) - Jazz na Crew
21.00h – Galeria do Desassossego (Beja) - Groove4tet
21.30h – Jazz ao Norte (Porto) - Trio Pedro Madaleno - Dissidentes
22.00h – Vila Flor (Guimarães) - Metropole Orchestra
22.00h – Auditório Ruy de Carvalho (Carnaxide) – Vânia Fernandes & Júlio Resende
22.30h – Bacalhoeiro (Lisboa) - Morna Jazz
23.00h – Cine-Teatro Estarreja - Samuel Quinto Trio
23.00h – Hot Club (Lisboa) - Filipe Melo Trio
23.00h – Espaço Celeiros (Évora) - No Mazurka Band + Paulo Colaço
23.00h – Azenha (Vila do Conde) - Minnemann Blues Band
23.30h – Ondajazz (Lisboa) - Paulo de Carvalho Trio
00.00h – Vila Flor (Guimarães) - Marcus Strickland Quintet

Domingo, 23 de Novembro
20.30h – Crew Hassan (Lisboa) - Jazz na Crew
22.30h – Bacalhoeiro (Lisboa) - Morna Jazz
22.30h – Ondajazz (Lisboa) – Noites de Fusão

80 Anos de Jazz em Cascais



Está patente até ao próximo dia 23 de Novembro, no Centro Cultural de Cascais, a exposição 80 Anos de Jazz em Cascais, promovida pela Câmara Municipal de Cascais e comissariada pelo colega bloguista (JNPDI) João Moreira dos Santos.
Esta exposição visa comemorar os 80 anos de concertos de Jazz em Cascais mas também evocar a figura ímpar de Luís Villas-Boas, criador em 1971, do Festival Cascais Jazz que transformou aquela vila na capital nacional do Jazz durante muitos anos.
Através de documentos, livros, fotografias, memorabilia, registos áudio e vídeo podem rever-se as passagens de músicos como Benny Carter, Charles Mingus, Earl Hines, Joe Newman, Jimmy Smith ou Oscar Peterson pelas catedrais do jazz do concelho, como os festivais Cascais Jazz (1971-1983) e Estoril Jazz (1990-2007), Jazz num dia de Verão (1982-1989) ou ainda pelo Luisiana Jazz Clube.
Uma exposição obrigatória para os amantes de jazz.

Dave Matthews



Habituámo-nos a pensar nos jazz standards como aquelas velhas melodias dos filmes musicais de Hollywood, que ouvimos vezes sem conta nas mais variadas vozes e instrumentos.
Na verdade o standard nem sempre é oriundo do universo jazz e nem sempre é velho. É apenas um tema que mereceu a estima de alguns músicos de jazz e bem assim o trabalho de arranjo, de re-harmonização e, claro está, de improvisação que lhe foi votado.
Por isso o universo dos standards está em permanente expansão. Cada nova geração elege as suas referências. Constrói os seus próprios fake books.
O sul-africano naturalizado norte-americano Dave Matthews não é um músico de jazz. Mas é seguramente uma inspiração para muitos músicos de todo o mundo, incluindo músicos de jazz. Na verdade vários músicos ligados ao jazz já tocaram e gravaram com ele (Bela Fleck e os Flecktones ou Victor Wooten, por exemplo), mas mais ainda acolheram os seus temas (que marcaram uma geração) no seu repertório, transformando-os em standards instantâneos.
Pegando apenas em exemplos nacionais, quer Maria João (When the world ends), quer Marta Hugon (Crash into me) já gravaram temas de Dave Matthews. À sua semelhança muitos outros exemplos poderiam ser citados.
Escolhi pois dois vídeos de temas acústicos de Dave Matthews para uma pequena evocação deste grande compositor que conseguiu, pela originalidade de composição e pela beleza dos seus poemas, conquistar um lugar especial nas referências musicais colectivas de toda uma geração. Incluindo a ascensão ao universo restrito dos jazz standards.
Deixo-vos pois com o novo vídeo de Marta Hugon do tema Crash Into Me, incluído no seu disco Story Tellers (Iplay, 2008), com Filipe Melo no piano, Bernardo Moreira no contrabaixo, André Machado na bateria e André Fernandes na guitarra, e também com a versão acústica do tema Gravediggers, pela voz e guitarra de Dave Matthews, tema incluído no seu trabalho a solo “Some Devil” editado em 2003 pela RCA, que lhe valeu um Grammy em 2004. As fotos são do australiano Ar Jay e do britânico Andrew Deer. Os seus trabalhos podem ser vistos em http://www.pbase.com/arjay/hampstead_cemetery e http://www.pbase.com/frankswood/angel.

Marta Hugon – Crash Into Me


Dave Matthews – Gravedigger