sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Simetrias Luso-Galaicas



Abe Rábade Trio
Simetrias
Xingra, 2002

Abe Rábade é um pianista e compositor galego, nascido em 1977 em Santiago de Compostela.
Iniciado na música aos 4 anos idade, mudou-se aos 17 para os Estados Unidos e para o Berklee College of Music, onde completou a sua formação “cum laude” em composição jazz e piano.
Lidera o seu próprio trio de jazz desde 1996, com Paco Charlín no contrabaixo e Ramón Ángel na bateria e mais recentemente, com os portugueses Nelson Cascais no contrabaixo e Bruno Pedroso na bateria.
Os seus dois primeiros discos foram editados em 2001 e 2002 pela editora galega Xingra. Foram Babel de Sons gravado ao vivo e que lhe valeu o International Contest of Jazz Groups of Getxo (Euskadi) e mais tarde o Prize Tete Montoliú, prémio destinado ao melhor pianista revelação de Espanha; e este Simetrias, editado em 2002 e apresentado no festival de jazz Plaza de la Habana em Cuba.
Depois de 2004 passou a gravar para a editora Karonte. O seu mais recente trabalho foi gravado em septeto e editado este ano também em Cuba. Chama-se Open Doors.
Abe Rábade é desde 2000 o director artístico do Seminário Permanente de Jazz de Pontevedra, juntamente com o contrabaixista Paco Charlín e co-director do Canjazz, o Festival Internacional de Jazz de Cangas, juntamente com Luís Carballo.
Dedica-se igualmente à música popular, fazendo parte do grupo Nordestin@s e dos projectos Rosália 21, dedicado à poesia de Rosalia de Castro, e Aloumiños de Seda comissionado pela Dirección Xeral de Política Linguística da Galiza.
Faz parte de alguns dos mais prestigiados conjuntos de jazz espanhóis como o Jesús Santandreu Quartet, o Raynald Colom Quartet, o Quinteto Jazz Experience e da formação Ten Jazz Men. Teve também colaborações relevantes com importantes músicos de jazz como Miguel Zénon, Claudia Acuña, Perico Sambeat, Jorge Pardo, Antonio Serrano e bem assim com os portugueses Carlos Barretto, Mário Barreiros e Nuno Ferreira além dos já citados Nelson Cascais e Bruno Pedroso.
Este disco Simetrias é uma excelente amostra do jazz poderoso e virtuoso de Abe Rábade, onde as influências norte-americanas oriundas do Berklee College se cruzam magistralmente com referências espanholas e latino americanas. Em Simetria há ecos do flamenco jazz de Chano Dominguez mas brilhantemente decompostos numa estética mais abstracta e fortemente influenciada pelo blues. Em Hotel Minerva homenageia-se Scott Joplin e os pioneiros do jazz, num tema tecnicamente soberbo, iniciado em Ragtime e concluído em Blues. Já em Bágoas de Prata é o lirismo galaico-português que vem ao de cima, num tema melancólico, belo e profundo, brilhantemente interpretado pelo pianista. Mas há igualmente referências à música latino americana, como em Matria de Sombra onde surgem leves influências da bossa jazz e claro está em Tres Palabras, uma homenagem a fechar o disco à música cubana e ao compositor Oswaldo Farrés. Pelo meio fica um belo solo de Paco Charlín em Outono e incursões pertinentes e poderosas do trio no universo do blues.
Um disco que confirmou Rábade como um dos mais importantes pianistas de jazz espanhóis da sua geração e que urge descobrir em Portugal.
Deixo-vos com o tema Hotel Minerva, um ragtime/blues da autoria de Rábade que surge acompanhado de belas fotos de arte urbana da autoria do fotógrafo alemão Guenter Eh. Podem ver o seu trabalho em http://www.pbase.com/guenter123/urban_murals.

Abe Rábade Trio – Hotel Minerva

Orquestra Jazz de Matosinhos inaugura amanhã o novo Cine Teatro Constantino Nery em Matosinhos



O Theatro Constantino Nery foi criado em 1906, pelas mãos de Emidio José Ló Ferreira, e atingiu o auge nos anos 50 e 60 com uma programação diversificada e regular. A decadêncio veio durante a década de 80 que levou mesmo ao encerramento e abandono do espaço.
Adquirido pela Câmara Municipal de Matosinhos em 2000 foi objecto de um profundo projecto de remodelação, tendo as obras terminado recentemente. Possui uma sala de espectáculos retráctil com 240 lugares, além de camarins, sala de ensaios, café concerto e galeria.
A programação do Constantino Nery está a cargo de Luísa Pinto, directora artística, em parceria com Fernando Rocha, vereador da Cultura, Voluntariado e Juventude da câmara de Matosinhos.
A cerimónia de inauguração decorrerá no próximo dia 15 de Novembro (Sábado), e será presidida pelo ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro. antecedida por uma sessão de teatro de rua, a partir das 16:45, a cargo da companhia Balleteatro e da Academia Contemporânea do Espectáculo.
Após a inauguração será a vez da Orquestra de Jazz de Matosinhos dar o seu contributo com um concerto, às 22:00, que conta com a participação de três importantes solistas convidados, os saxofonistas norte-americanos Chris Cheek, Mark Turner e Joshua Redman.
Fernando Rocha referiu que a música terá importância relevante no Constantino Nery, com programação contínua de música clássica, jazz e músicas alternativas.
Está já programado um ciclo de concertos do Quarteto de Cordas de Matosinhos e outro com a Orquestra de Jazz de Matosinhos, bem como um conjunto de conferências sobre jazz sob a coordenação de Manuel Jorge Veloso.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Agenda Braço de Prata



Hoje, 5ª feira, 13 de Novembro

22.00h – Sala Nietzsche - Recital de canto e piano
Filipe Garcia, tenor e Alexey Shakitko – piano

Amanhã, 6ª feira, 14 de Novembro

22.00h – Sala Nietzsche – Olissipo
Guida de Palma, voz
João Ferreira, percussão
Filipe Raposo, teclados
Massimo Cavalli, contrabaixo

22.30h – Sala Prado Coelho – Free Fucking Notes
Marta Plantier e Luís Barrigas

23.30h – Sala Nietzsche – Assim Falava Jazzatustra
Júlio Resende e convidados

Sábado, 15 de Novembro

22.30h – Sala Nietzsche - Penicos de Prata ... Poesia Erótica e Satírica Portuguesa Musicada
André Louro: composição, guitarra e voz
João Lima: guitarra portuguesa e voz
Catarina Santana: ukulélé e voz
João Paes: violoncelo e voz

23.00h – Sala Prado Coelho - A Guitarra Portuguesa encontra o Jazz
Fernando Alvim – Viola Dedilhada
Ricardo Marques – Guitarra Portuguesa

24.00h – Sala Prado Coelho – Fado
Hélder Moutinho e convidados

24.00h – Sala Visconti – Spiral
Nuno Biscaia: Voz e guitarra
Luís Bento: Bateria
João Paulo Vieira: Guitarra
Ruben Almeida: Teclas

Domingo, 16 de Novembro

17.00h – Sala Nietzsche - Um Aviãozinho Militar
Nuno – textos e maracas
João – guitarra
Nuno – piano
João Pedro - baixo

Festival de Big Bands da Nazaré



O Cine-Teatro da Nazaré vai servir de palco durante dois dias para o Festival de Big Bands da cidade, evento que irá decorrer nos dias 14 e 15 de Novembro. Para o primeiro dia, 14 de Novembro, está marcada a actuação da Big Band do Município da Nazaré, formação liderada por Adelino Mota. Para este concerto foi convidado o saxofonista Carlos Martins.

No dia seguinte, o Cine-Teatro abre as portas à cantora Maria João, acompanhada pelo pianista Mário Laginha e pela Big Band do Hot Clube de Portugal.

Os bilhetes variam entre os 5 e os 7 euros, por cada espectáculo, e o passe para os dois dias do festival custa 10 euros.

domingo, 9 de novembro de 2008

Jane Monheit lança novo disco na Póvoa de Varzim



Sábado, 15 de Novembro
20.00h – Casino da Póvoa de Varzim

Jane Monheit nasceu em Oakdale, Long Island, a 3 de Novembro de 1977.
Pertencente a uma família musical, estudou clarinete e solfejo enquanto actuava e cantava em produções teatrais locais. Tinha apenas 17 anos de idade quando começou formalmente o seu treino vocal com Peter Eldridge, na Manhattan School of Music. Em 1998, com 20 anos, ficou em segundo lugar entre as vocalistas da Thelonious Monk International Jazz Competition - diante de um júri composto por Dee Dee Bridgewater, Nnenna Freelon, Diana Krall, Dianne Reeves e Joe Williams.
Em 2000, Jane lançou o seu primeiro álbum, Never Never Land. Estava acompanhada por notáveis, como o pianista Kenny Barron, o baixista Ron Carter e o saxofonista David "Fathead" Newman. Never Never Land ficou na Billboard Jazz chart por quase um ano, e foi votado o Best Debut Recording do ano por membros da Jazz Journalists Association.
Seguiram-se em 2001 Come Dream with Me, em 2002 In the Sun, em 2004 Taking a Chance on Love, em 2005 The Season e em 2007 Surrender além do CD e DVD Live at Rainbow Room, gravado em Nova Iorque em 2003 e da colectânea The Very Best of Jane Monheit, lançada em 2005.
Jane Monheit vai apresentar em Portugal o seu novo disco”The Lovers, The Dreamers And Me”, lançado há apenas duas semanas atrás (na Europa, já que nos Estados Unidos apenas será colocado à venda em Janeiro de 2009). Com produção de Matt Pierson e Joe McEwen, este será o nono disco da cantora e o segundo editado pela Concord. Além de jazz standards como Get Out Of Town de Cole Porter, I'm Glad There Is You de Jimmy Dorsey, Lucky To Be Me de Leonard Bernstein e Something Cool de William C. Barnes, inclui temas como No Tomorrow de Ivan Lins, Slow Like Honey de Fiona Apple, Like A Star de Corrine Bailey Rae e I Do It For Your Love de Paul Simon.
Foi gravado com Michael Kanan (piano e Fender Rhodes), Rick Montalbano na bateria e Neal Miner no baixo. Conta ainda com a participação de Peter Bernstein (guitarra), Stefon Harris (vibrafone), Seamus Blake (saxofone), Frank Vignola (guitarra), Gil Goldstein (piano e acordeão), Romero Lubambo (guitarra), Antonio Sanchez (bateria), Scott Colley (baixo) e Bashiri Johnson na percussão.

I Won’t Dance (com Michael Bublé)


I Should Care

Lisa Ekdahl em Portugal



6ª feira, 14 de Novembro, 21.00h – CCB (Lisboa)
Sábado, 15 de Novembro, 22.00h – Casa da Música (Porto)
Domingo, 16 de Novembro, 21.30h – Cine Teatro (Alcobaça)


A sueca Lisa Ekdahl é um dos nomes maiores da nova geração de cantoras que se movem com igual à-vontade nas áreas do pop e do jazz. A sua voz de menina, frágil e à flor da pele, não deixa ninguém indiferente.

Com apenas 23 anos, Lisa Ehdahl, compositora e letrista das suas próprias canções, lançou o álbum de estreia que a catapultou para a fama no seu país natal, atingindo a quádrupla platina ao fim de alguns meses. Em 1998, o álbum Back to Earth, o segundo gravado em inglês e, agora com o trio de Peter Nordahl, consagrou-a como uma das mais fascinantes vozes femininas contemporâneas. Bom exemplo disso é o facto da coreógrafa alemã Pina Bausch ter escolhido algumas das suas canções, ao lado de Nina Simone, Caetano Veloso ou Prince, para integrar o alinhamento dos espectáculos que vimos recentemente em Lisboa. Sendo frequentemente comparada a cantoras como Norah Jones, Diana Krall, Stacey Kent ou Jane Monheit, Lisa Ekdahl possui um tom profundamente carregado de emoção e conquistou já por três vezes os prestigiados Grammy Awards.

Daybreak


Now Or Never

Kurt Elling em Guimarães



Quinta-feira, 13 de Novembro – 22h00
Kurt Elling Quartet
Guimarães Jazz
Grande Auditório
Preço:
1ª Plateia - €20,00/€17,50 c/ desconto
2ª Plateia - €17,50/€15,00 c/desconto

Numa altura em que as vozes masculinas no jazz são raras, Kurt Elling é considerado por muitos “o mais completo e talentoso cantor de jazz da actualidade”. A sua discografia conta com seis CD’s gravados para a editora Blue Note, nomeados para os Grammy Awards.
Desde 2000, lidera as tabelas de preferência dos críticos da revista “Downbeat” e dos leitores da “JazzTimes”, tendo sido galardoado com dois prémios atribuídos pela Associação de Jornalistas de Jazz, que o distinguiu como melhor vocalista masculino.
Kurt Elling nasceu em Chicago, em 1967. Embora planeasse uma carreira no mundo académico, foi profundamente influenciado pela voz e obra de Mark Murphy, o que lhe alterou os planos, catapultando-o para os palcos dos pequenos clubes da Wind City. Depois de ter tocado com alguns músicos de referência como os saxofonistas Von Freeman e Ed Peterson, K. Elling envia a sua primeira demo para a editora Blue Note que vai editar o primeiro registo discográfico “Close Your Eyes”, em 1995. A sua estreia numa das mais conceituadas marcas de discos chama a atenção da imprensa do jazz, o que reafirma o seu talento e o seu estilo particular de canto. Em 1997 é lançado o segundo álbum, “Messenger”, e um ano depois “This Time It’s Love” – trabalho cujo sucesso e críticas levam à gravação de um registo ao vivo, “Live in Chicago”. O ano de 2001 foi marcado pela concretização de um projecto ambicioso – “Flirting With Twilight”, onde Kurt Elling canta um solo de Charlie Haden. Os seus mais recentes trabalhos são “Man in the Air” (2003) e “Nightmoves” (2007). Entre as características pessoais, destacam-se o domínio técnico de uma voz de barítono cujo alcance é de quatro oitavas, a profundidade das interpretações, o forte sentido rítmico e o vasto fraseado de dinâmicas produzidas que faz com que seja muitas vezes olhado como um verdadeiro instrumentista.

Kurt Elling voz
Laurence Hobgood piano
Clark Sommers contrabaixo
Ulysses Owens Jr. bateria

The Waking (live at Jools Holland)


Take Five (com Al Jarreau)

Guimarães Jazz 2008



13 a 22 de Novembro
Guimarães Jazz 2008
Vários Locais

Kurt Elling Quartet, Steve Coleman and Five Elements, Django Bates and StorMCHaser, Marcus Strickland Quintet, The Cookers, Kenny Barron Trio e Metropole Orchestra – com direcção de Vince Mendoza e com Peter Erskine como solista convidado – são algumas das propostas musicais que integram o cartaz da 17ª edição do Guimarães Jazz.
Para além destes concertos, o Guimarães Jazz 2008 apresenta também um amplo programa de actividades que inclui as já históricas jam sessions, oficinas de jazz, uma conferência com Django Bates, exposições, cinema, entre outras.

A primeira série de concertos foi estruturada seguindo uma ideia que assenta na diversidade de estilos e na multiplicidade das formas. Para além das suas próprias singularidades, as escolhas da primeira semana do Festival têm como elemento agregador a predominância da voz, experimentada sob diferentes abordagens e contextos. Com Kurt Elling, a voz é retomada na visão clássica de cantor de jazz, acrescida de novas ideias nas reinterpretações do legado musical deixado por grandes nomes da história do jazz cantado. Steve Coleman and Five Elements, um dos nomes fundamentais da M-BASE, procuram uma integração de estilos musicais apoiados num poderoso sentido rítmico, recorrendo à voz como mais um instrumento na unidade do quinteto. Com Django Bates and StorMCHaser, o seu novo projecto para orquestra, a música encontra pontes e contactos com toda a espécie de objectos sonoros do quotidiano, enquanto a voz é utilizada para passar mensagens mordazes através de um apurado sentido de humor, ao mesmo tempo que se desdobra como mais um instrumento no âmbito da orquestra. O Projecto TOAP/Guimarães Jazz apresenta uma proposta que envolve músicos portugueses e estrangeiros num concerto original, concebido para ser registado e posteriormente editado. O concerto da Big Band da ESMAE será, mais uma vez, o ponto culminante de uma intensa semana de workshops e ensaios para jovens músicos, liderados por Marcus Strickland e pelos músicos que o acompanham.
No segundo fim-de-semana, o programa mantém um conjunto de pontos musicalmente identificativos e já desenvolvidos em anos anteriores, acrescidos de mais uma nova experiência musical, produzida por um projecto para grande orquestra, nunca antes apresentado. A começar a segunda volta de concertos está o Quinteto de Marcus Strickland, liderado por um dos mais novos e promissores instrumentistas do jazz actual. Este concerto reitera o interesse do Guimarães Jazz em dar a conhecer artistas talentosos em ascensão na cena jazzística internacional. Segue-se uma celebração do 70º Aniversário de Lee Morgan, um extraordinário trompetista precocemente desaparecido, com a reunião de um conjunto notável de boppers, destacando-se as presenças de Bennie Maupin e Billy Harper, músicos que tocaram com L. Morgan, além de David Weiss, Cecil McBee e Billy Hart, numa celebração cujo significado remete para um momento histórico de consagração. Kenny Barron Trio reafirma o interesse do Guimarães Jazz em explorar o piano trio como proposta fundamental e essencial na determinação da identidade deste Festival, servindo também meio de divulgação e momento de culto no contexto do programa. Por fim, a Metropole Orchestra traz um grupo alargado de 60 músicos, sob a direcção de Vince Mendoza, um dos mais importantes compositores e arranjadores da actualidade. A Metropole Orchestra, com V. Mendoza e Peter Erskine como solista convidado, propõe-se a tocar composições da autoria de V. Mendoza, Wayne Shorter e Joseph Zawinul, temas fundamentais do legado do jazz adaptados e arranjados para grande orquestra.
Em 2008, o Guimarães Jazz espera continuar a ser um ponto de encontro e de celebração para todos os que se interessam pelo jazz, esperando também continuar a atrair ao Festival todas as pessoas que desejem iniciar a sua procura pessoal pelo espaço criativo descoberto por esta música.

PROGRAMA
GUIMARÃES JAZZ 2008

Quinta-feira, 13 de Novembro – 22h00
Kurt Elling Quartet
Guimarães Jazz
Grande Auditório
Preço:
1ª Plateia - €20,00/€17,50 c/ desconto
2ª Plateia - €17,50/€15,00 c/desconto

Sexta-feira, 14 de Novembro – 18h00
Big Band ESMAE conduzida por Marcus Strickland
Guimarães Jazz
Pequeno Auditório
Entrada Livre (até à lotação da sala)

Sexta-feira, 14 de Novembro – 22h00
Steve Coleman and Five Elements
Guimarães Jazz
Grande Auditório
Preço:
1ª Plateia - €20,00/€17,50 c/ desconto
2ª Plateia - €17,50/€15,00 c/desconto

Sábado, 15 de Novembro - 17h00
Ben Monder, Matt Pavolka, Pete Rende, Alexandre Frazão, João Moreira
Projecto TOAP/Guimarães Jazz
Pequeno Auditório
Preço: €5,00

Sábado, 15 de Novembro - 22h00
Django Bates and storMCHaser - Spring Is Here (Shall We Dance?)
Guimarães Jazz
Grande Auditório
Preço:
1ª Plateia - €20,00/€17,50 c/ desconto
2ª Plateia - €17,50/€15,00 c/desconto

Quarta-feira, 19 de Novembro - 22h00
Marcus Strickland Quintet
Guimarães Jazz
Grande Auditório
Preço: €7,50/€5,00

Quinta-feira, 20 de Novembro - 22h00
The Cookers
Lee Morgan 70th Birthday Celebration
Guimarães Jazz
Grande Auditório
Preço:
1ª Plateia - €15,00/€12,50 c/ desconto
2ª Plateia - €12,50/€10,00 c/desconto

Sexta-feira, 21 de Novembro - 22h00
Kenny Barron Trio
Guimarães Jazz
Grande Auditório
Preço:
1ª Plateia - €15,00/€12,50 c/ desconto
2ª Plateia - €12,50/€10,00 c/desconto

Sábado, 22 de Novembro - 22h00
Metropole Orchestra conducted by Vince Mendoza
Guimarães Jazz
Grande Auditório
Preço:
1ª Plateia - €20,00/€17,50 c/ desconto
2ª Plateia - €17,50/€15,00 c/desconto

Assinatura Guimarães Jazz 2008
Todos os espectáculos: 80,00€
ACTIVIDADES PARALELAS

Segunda, 10 a Sexta, 14 de Novembro - das 14h30 às 17h30
Oficinas de Jazz
Centro Cultural Vila Flor
Inscrição gratuita

Quinta, 13 a Sábado, 15 de Novembro - 24h00
Jam Sessions
Marcus Strickland Quintet
Ass. Cultural Convívio

Quinta, 20 a Sábado, 22 de Novembro - 24h00
Jam Sessions
Marcus Strickland Quintet
Centro Cultural Vila Flor

Sábado, 15 de Novembro - 18h30
Lançamento do CD
Guimarães Jazz / TOAP Colectivo “Vol.2”
Pequeno Auditório

Domingo, 16 de Novembro - 16h00
Conferência com Django Bates
Ass. Cultural Convívio

Em dias de espectáculo durante o período de apresentação
Instalação
The Blues Quartet
João Paulo Feliciano
Foyer Grande Auditório

Terça-feira, 18 de Novembro - 21h45
Ciclo de cinema “Tons da Música”
Fim-de-semana no Ascensor (l'ascenseur pour l'échafaud)
de Louis Malle
Pequeno Auditório
Organização CCVF e Cineclube de Guimarães

Terça-feira, 25 de Novembro - 21h45
Ciclo de cinema “Tons da Música”
Round Midnight
de Bertrand Tavernier
Pequeno Auditório
Organização CCVF e Cineclube de Guimarães

Agenda Jazz 10 a 16 de Novembro


2ª feira, 10 de Novembro
18.30h – Fnac Colombo (Lisboa) - Mariária
22.00h – Casa da Música (Porto) – Matthew Herbert Big Band

3ª feira, 11 de Novembro
22.30h – Casino da Figueira da Foz – Filipa Pais
22.30h – Ondajazz (Lisboa) – Big Band Reunion

4ª feira, 12 de Novembro
18.00h – Fnac Santa Catarina (Porto) – Rui Caetano Trio
22.00h – Fnac Norte Shopping (Matosinhos) – Rui Caetano Trio
22.00h – Hotfive (Porto) – Jam Session Porto Allstars
22.00h – Jazz ao Norte (Porto) – Quarteto Rui Pereira
22.30h – Ondajazz (Lisboa) – Triângulo
22.30h – Parágrafo (Almada) – Jam Session Flow

5ª feira, 13 de Novembro
19.30h – Trem Azul (Lisboa) – Luis Lopes & Gabriel Ferrandini
21.30h – Centro Cultural de Chaves – Carlos López Quarteto
21.30h – Teatro Ibérico (Lisboa) – Madredeus & A Banda Cósmica
22.00h – Casa da Música (Porto) – Lura & Carmen Souza
22.00h – Centro Cultural Vila Flor (Guimarães) – Kurt Elling
22.30h – Caixa Económica Operária (Lisboa) – Anónima Nuvolari
23.00h – Hot Club (Lisboa) – Rui Caetano Trio
23.00h – Ondajazz (Lisboa) – Zé Maria Quarteto
00.00h – Convívio (Guimarães) - Marcus Strickland Quintet

6ª feira, 14 de Novembro
18.00h – Centro Cultural Vila Flor (Guimarães) – ESMAE Big Band
18.30h – Fnac Chiado (Lisboa) – Pierre Anckaert
20.30h – Casino da Figueira da Foz – Sérgio Godinho
21.00h – CCB (Lisboa) – Lisa Ekdahl
21.30h – Fnac Alfragide (Amadora) – Rui Caetano Trio
21.30h – Teatro Ibérico (Lisboa) – Madredeus & a Banda Cósmica
21.30h - Auditório do Museu Neo-Realismo (Vila Franca de Xira) – Mário Laginha & Bernardo Sassetti
22.00h – Centro Cultural Vila Flor (Guimarães) – Steve Coleman & Five Elements
22.00h – São Luiz (Lisboa) – Nancy Vieira
23.00h – Fnac Gaia Shopping – João Nuno Kendall
23.00h – Cine Teatro Estarreja – Carlos López Quarteto
23.00h – Hot Club (Lisboa) – Rui Caetano Trio
23.30h – Parágrafo (Almada) – Carlos Sério Trio
23.30h – Ondajazz (Lisboa) – Pierre Anckaert

Sábado, 15 de Novembro
16.00h – Fnac Norte Shopping (Matosinhos) – Budda Power Blues
17.00h – Centro Cultural Vila Flor (Guimarães) - Ben Monder, Matt Pavolka, Pete Rende, Alexandre Frazão & João Moreira
18.00h – Fnac Vasco da Gama (Lisboa) – Ruben Alves
20.00h – Casino da Póvoa de Varzim – Jane Monheit
21.00h – Motards (Penafiel) - Minnemann Blues Band
21.30h – Culturgest (Lisboa) - Steve Coleman & Five Elements
21.30h – Teatro Ibérico (Lisboa) - Madredeus & A Banda Cósmica
22.00h – Casa da Música (Porto) – Lisa Ekdahl
22.00h – Centro Cultural Vila Flor (Guimarães) - Django Bates & storMCHaser
22.00h – São Luiz (Lisboa) - Nancy Vieira
22.00h – Hotfive (Porto) - Budda Power Blues
22.00h – Centro de Artes (Sines) – António Pinho Vargas
22.00h – Centro Cultural O Século (Lisboa) – Rafael Toral
22.30h – Casa da Eira (Paços de Ferreira) - Carlos López Quartet
23.00h – Hot Club (Lisboa) – Rui Caetano Trio
23.30h – Musicbox (Lisboa) - Couple Coffee & Band
23.30h – Ondajazz (Lisboa) – Pierre Anckaert
00.00h – Convívio (Guimarães) - Marcus Strickland Quintet

Domingo, 16 de Novembro
21.30h – Cine Teatro (Alcobaça) – Lisa Ekdahl
21.30h – Auditório de Espinho - Pete Rende & Matt Pavolka

sábado, 8 de novembro de 2008

Viagem ao Saara



Anouar Brahem
Le Voyage de Sahar
ECM 2006

Anouar Brahem nasceu em Halfaouine, na Tunísia, em 1957, e é considerado actualmente um dos mais prestigiados e inovadores mestres do oud, o alaúde árabe, daquele país.
Formado nos segredos da música clássica árabe pelo mestre oudista Ali Sriti, foi apresentado em finais da década de 80 ao produtor alemão Manfred Eicher, com quem iniciou uma colaboração que o levou à partilha dos estúdios e dos palcos com alguns dos mais reputados músicos do universo jazz e clássico do ocidente.
Destas colaborações resultaram a edição de nove discos integrados no catálogo da prestigiada ECM e a aquisição de uma fundada reputação musical, quer no mundo árabe quer no ocidente.
Fruto destas colaborações e do interesse demonstrado por Brahem pelo jazz, a sua música transformou-se numa fusão de influências populares e eruditas orientais e ocidentais. Um som característico onde é possível descortinar elementos oriundos do folclore magrebino, do jazz europeu (sobretudo do jazz nórdico protagonizado pela ECM) e da música clássica e contemporânea árabe e europeia.
De uma beleza e profundidade pouco habituais, a música de Brahem evoca o Mediterrâneo, enquanto fenómeno cultural milenar, com o seu mistério, a sua história mas também com uma profunda impressão de solidão e retiro que só as nuas paisagens desérticas do Sahara da sua Tunísia natal poderiam inspirar.
O som emanado do seu oud é por vezes negro e melancólico mas também indutor de paz e introspecção. Um verdadeiro retrato impressionista das terras do Magreb e das suas gentes, pintado com intensidade e virtuosismo pelo tunisino.
Em “Le Voyage de Sahar”, o seu mais recente trabalho, gravado para a ECM em 2005 e lançado no ano seguinte, Brahem repete a equipa utilizada para a gravação de “Le Pas du Chat Noir” gravado em 2001 também para a ECM: ele próprio no oud e na composição, e os franceses Jean-Louis Matinier no acordeão e François Couturier no piano. Um inusitado trio que já tinha resultado em pleno em 2001 e que, agora, parece resultar ainda melhor.
Couturier é um pianista galardoado com o prémio Django Reinhardt em 1980, que lhe valeu vasta atenção internacional e a oportunidade de integrar os sucessivos conjuntos do guitarrista norte-americano John McLaughlin. As suas colaborações com Brahem remontam a 1985, data em que (antes ainda do tunisino assinar contrato com a ECM) com ele gravou um disco que contou ainda com a participação dos turcos Barbaros Erköse e Kudsi Erguner. Posteriormente participou nos discos “Khomsa” e “Le Pas du Chat Noir” já gravados para a ECM.
Jean-Louis Matinier fez a sua estreia pela ECM com Brahem em “Le Pas du Chat Noir” e é colaborador habitual de músicos como Gianluigi Trovesi, Enrico Rava e Louis Sclavis, com quem efectuou uma feliz transição da música clássica para o universo jazz.
A originalidade deste trio permite não só efectuar com brilhantismo o cruzamento entre os elementos musicais característicos do oriente e do ocidente como também suprir eventuais limitações harmónicas do oud (instrumento ao qual tradicionalmente se reservam tarefas meramente melódicas), aqui liricamente complementado pelo piano e pelo acordeão. Por outro lado surgem mais evidentes neste trabalho influências musicais francesas, não apenas evocativas da “valse musette” pela adição do acordeão, como também do minimalismo de compositores como Eric Satie ou Darius Milhaud (não será inocente a evocação pelo trio no seu trabalho anterior do ”Chat Noir”, o clube onde Satie iniciou a sua carreira como pianista e conheceu Debussy).
O disco é composto unicamente de originais da autoria de Brahem, dois deles já editados em trabalhos anteriores mas revestidos agora com novos arranjos: “Vague, e la nave va”, já incluído no álbum Khomsa, e “Halfaouine”, homenagem à cidade natal de Brahem (na verdade um bairro da Medina de Tunes) já gravado para o disco Astrakan Café.
Um disco melancólico e belo para uma tarde chuvosa de Inverno.
Deixo-vos com um vídeo da nova versão do tema “Vague, e la nave va” acompanhado de fotos do australiano Bill Robinson, que podem ser visitadas no Pbase na página http://www.pbase.com/billrobinson/monochrome.

Anouar Brahem – Vague, e la nave va